20 abril 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Caro Leitor


Caro Leitor:

"Caro Frank, gostaria de saber seu ponto de vista, mas acho que ficou muito grande pra entrar nos comentários e receber sua resposta no blog LOL, pode ser pro meu e-mail.

A sua filosofia de reality e a do Shadow são muito boas, usar falsidade num programa que não é casa de jogos já é uma tentação por natureza, tipo jogos de azar, apostando pra ganhar dinheiro, mas não necessariamente temos a mesma visão sobre os brothers, quais jogam mais e quais jogam menos, qualquer dia devo fazer um texto descrevendo os prós e contras de todos eles."

No futuro não se esqueça de me autorizar a divulgar o seu nome ou me alertar para não divulgar suas opiniões no mesmo email. Em caso de silêncio a respeito dessas coisas, suas opiniões podem e devem ser aproveitadas por mim.

Transcrevo abaixo o email de um leitor, o qual demonstra ter acompanhado o BBB13 de maneira adequada e não intervirei em nenhuma vírgula. Não endosso todas as suas conclusões, mas concordo com a maioria. A principal virtude deste leitor é que ele esforça-se em não deixar envolver-se por empatias e se prende aos fatos da maneira que ele viu e interpretou. Este é o método mais correto de se analisar RSs e seus concursantes. Na verdade não há método infalível de análise de pessoas, porque como dizem, em cada cabeça há uma sentença, e só a reunião delas forma um consenso.

Ao se deixar envolver por preferências pessoais, você perde a capacidade de julgar com isenção. Torna-se cego às virtudes dos demais e só vê positividade em seus preferidos.  Como o leitor esqueceu-se de me autorizar a divulgar seu nome, não o mencionarei e, se os demais leitores julgarem conveniente comentar suas opiniões, assumirei as explicações sobre elas, caso, a meu critério, julgue isso necessário, tentando honestamente defender seus pontos de vista.


O que fez a Fernanda imperar e o que deu errado em Nasser e nos demais?
Será que Fernanda era tão superior assim aos demais? Vamos relembrar os fatos:

Dez anônimos entraram na casa mais vigiada, teoricamente pra figurar frente os fortes veteranos, mas que poderiam tirar um lucro da brincadeira, que teriam chance de dar um final mais feliz em seus destinos, eram eles, Aline, André, Andressa, Fernanda, Ivan, Marien, Nasser mais Aslan, Kamilla e Marcello, com os 3 últimos correndo por fora.

No primeiro dia ja começou com prova de resistência, com Dhomini quase vencendo, surgem os primeiros personagens, Nasser e Marien. As torcidas e simpatias se formam totalmente nas nas primeiras semanas, e a peça chave ali sem duvida era o Dhomini, era ele quem diria qual novato diria a que veio. Nasser e Marien tiveram a melhor chance de fazer uma jogada de mestre tendo Dhomini tão perto, e ambos jogaram fora, principalmente o primeiro, não dando a imunidade a quem lhe deu um carro e depois destilando ódio pelo mesmo. Marien poderia ter tido mais vontade, assim imunizando Dhomini, ganharia total simpatia da torcida do campeão, mas deu uma desculpa pra sair e no mesmo dia se arrependeu.

Então Nasser e Marien já eram carta fora do baralho, depois de uma enorme chance desperdiçada, uma das maiores de todas as edições de bbb, Aline ja era cabra marcada pra morrer, após brigar com todos os veteranos, inclusive ex-campeões, e a próxima a surgir na história é a Fernanda, que começou a se identificar com Dhomini, na segunda semana a loira recebeu o primeiro poder do veto e já estava com a corda no pescoço, tendo que se virar com essa batata quente, e parecia que o destino estava mudando pra advogada, e pra melhor.

Chega a hora do decreto, e ela escolhe Kamilla, Marcello, Yuri e Natália, fez uma ótima escolha, apesar que achar que faltou o Ivan nesse veto, mas tudo bem, as pessoas certas ela não vetou, que provavelmente seria perigoso, podendo fazer eliminá-la precocemente, Anamara, que é rancorosa, poderia influenciar suas amigas e Yuri a votarem nela, com sua torcida grande garrando antipatia e votando contra, muito provavelmente todos os demais novatos cometeriam a besteira de vetar a Maroca, por perseguição, ódio ou qualquer outra desculpa pra ferrá-la.

Ivan vence a segunda prova do líder e é o quarto personagem que teve chance de dizer a que veio no jogo, Dhomini tentou uma aproximação ao líder e ja houvera se metido numa briga anterior para defender sua causa, quando o teacher foi mandado ao paredão anterior e saiu vitorioso.

Mas o professor já estava decidido na sua estratégia de caça aos veteranos, principalmente os de alta popularidade, Maroca e Dhomini, e estava sedento de vontade de colocar um contra o outro na parede, por ter a chance em mãos.

Bem, para casa seria um jogada espetacular, mas perante o público, estava tornado o líder um dos candidatos a vilão da edição, tornando-o outra carta fora do baralho, restando André e Andressa, mas o primeiro era uma pessoa com enorme dificuldade de se expressar, e a segunda já estava pra lá de suja por ter traído o noivo, então estes raramente poderiam reverter esse quadro negativo.

Começa a surgir outra personagem, Kamilla, uma garota cantante, difícil de conviver, mas que todas as aparições Bial sempre se dirigia a ela com elogios e paparicos, e começa a se formar uma grande torcida por esta participante, a esta altura, Ivan e Násser já tinham perdoado Fernanda e viraram suas miras a Miss, aliado a isso a dupla Fer-Milla estavam sendo isoladas pelos demais brothers, junto com Marcello, aliás, este não tinha a mesma inteligência da Fe e vetou Maroca do líder, ganhando antipatia da sister  e da torcida desta.

Chegando a quarta semana, as torcidas e simpatias já estavam praticamente definidas, e dificilmente poderia ocorrer uma mudança drástica, a menos que algum participante cometesse uma besteira gritante, ou que desse uma declaração muito infeliz, ou que fizesse um ato muito polêmico ou que fizesse uma traição imperdoável  na visão do público, muito raro de cometer.  

Marien recebe o poder do não, mas não vetou um dos seus principais adversários no jogo(Eliéser), porque já havia se deixado envolver totalmente por este, e talvez porque não adiantaria mais se afastar da sua amizade a esta altura, e também, até por toques do Bial, a fizesse pensar que seria uma traição, que o poder do veto seria proteção, mais pra frente, com menos pessoas seria, de fato.

Eliéser fez o que bem quis na liderança da bailarina, e lhe deu uma bela rasteira, dando a imunidade a Miss, adicionando força a dupla Fer-Milla ainda mais no jogo, sendo que na próxima semana ele formou romance com Kamilla e fechou a aliança com as duas favoritas, aumentando a coligação das já grande torcidas.

A esta altura já era praticamente impossível tirar o premio de uma das duas amigas, mesmo a torcida da Maroca sendo a mais numerosa, não teria aliança com torcida suficiente para eliminar Fernanda e Kamilla com a veterana ficando na casa, os demais veteranos e novatos foram apenas figurantes, com chances de chegar, no máximo, em segundo lugar.

Houve sim parcialidade da edição, mas como falei, as torcidas se formam no começo, alguns tiveram chance e não aproveitaram, se não pra vencer, mas pelo menos pra ficarem fortes, outros não puderam fazer muito mesmo, outros não tinham cacife mesmo por falta de qualidades boas e excesso de hipocrisia.




Shadow, Di, ana paula e Livia Fernandes: somos gratos por suas palavras e análises.




15 abril 2013

OPINIÃO: Shadow
DE “SALVE JORGE” A “LOST”


As opiniões emitidas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva
do autor das mesmas e não expressam necessariamente as do Votalhada.

Texto recebido de Shadow
15/04/2013

DE “SALVE JORGE” A “LOST”


Desde que a televisão chegou ao Brasil, as novelas tem sido um segmento importante dentro do entretenimento. Ocorre que, hoje, apesar da boa qualidade de atores, direção, cenários, locações... as novelas não são mais uma unanimidade nacional.

Por que isso está acontecendo? O perfil de quem assiste mudou? A culpa é dos autores que estão em crise de criatividade, repetindo as mesmas coisas que o público já cansou de ver na telinha? O povo criou juízo e não dá mais bola pros clichês e historinhas com final feliz? Será culpa de uma concorrência que a televisão nunca teve, representada pela net e TV a cabo?

A novela das oito ao longo de sua história tem sido um termômetro e parâmetro de audiência. Hoje, “Salve Jorge”, novela da conceituadíssima Glória Perez, amarga a menor audiência dos últimos dezoito folhetins no horário.

Muito tem se especulado sobre esse índice, uma desgastante guerra tem se travado entre a autora e críticos no twitter, e a pergunta que fica é: Por que “Salve Jorge” vive esse momento?

As causas estão na trama? “Caminho das Índias”, “O Clone” e “América” tiveram a mesma temática, situando a história em outros países, mas seu sucesso foi estrondoso, como o foi “Caminho das Índias”! Então por que “Salve Jorge” não chegou nem perto?

Acredito que embora a autora seja a mesma, elas não tem comparação. Cada uma é uma obra única, e, indiscutivelmente o enredo das anteriores era superior ao da atual. Nesta focou-se demais no tráfico de mulheres e de crianças, sequestros. Esquecendo que a realidade já é bastante dura e violenta no mundo e no nosso cotidiano.

As pessoas ao chegarem em casa, depois de um dia de trabalho ou estudo, querem espairecer e entretenimento.  “Salve Jorge” tem um clima cinza e depressivo desde o início. A bela cultura e paragens da Turquia pouco são exploradas e mostradas, e quando o são, o fazem de forma solta e aleatória. Do nada aparece uma cigana dançando em uma montanha da Capadócia e a seguir a cena é cortada pra mostrar a delegada Helô no Brasil; os personagens deslocam-se entre Rio e Istambul, como se o fizessem entre Rio e Petrópolis. E, em meio a isso, o tráfico humano. Não discuto que dentro de um folhetim não possa haver informação ou questões de cunho social, mas, além do tráfico, o que a história oferece? Nada. Somente mais do mesmo.

São quatro ou cinco intervalos comerciais e na volta, a mesma coisa: o tráfico de pessoas. A trama fica patinando entre uma traficada que abandona o noivo às vésperas do casamento, foge do cativeiro e é capturada, foge novamente e consegue voltar ao Brasil, volta pra Turquia sem denunciar ninguém, foge pra Capadócia e volta ao Brasil, resolve voltar ao tráfico na Turquia abandonando os filhos, inclusive um bebe.... Isso é o resumo do que aconteceu até aqui nesses meses todos. Não é por acaso que personagens foram desaparecendo da trama ou morrendo.

O casal Drica e Pepeu, por exemplo, interpretados por Mariana Rios e Ivan Mendes, dois talentos da nova geração, poderiam ter sido melhor aproveitados, como o jovem casal imaturo, que não está preparado para conduzir sua vida com esforço e trabalho, e, muito menos, para o casamento. O mordomo Thompson, mais pra lorde inglês, vivido pelo talentosíssimo Odilon Wagner, poderia ter rendido boas risadas, assim como a Da. Leonor, de Nicette Bruno e sua cachorrinha Emily... Histórias que se perderam e não aconteceram, dentre outras.

E pra piorar, “Salve Jorge” começa logo depois do Jornal Nacional, que já tem bastante notícia ruim e cada vez mais policialesca. Ninguém aguenta mais ficar assistindo tanta violência e matéria depressiva na televisão. Onde foram parar as coisas alegres e divertidas da programação? Será verdade essa história de que notícia ruim dá ibope e alavanca a audiência?

Onde estão os enredos interessantes que nos faziam ficar grudados na tela da televisão?!? Migraram pra TV a cabo. As grandes redes não disputam mais a audiência apenas entre si. Fato!

Indiscutivelmente, outra forma de diversão está ganhando espaço contrapondo-se aos folhetins longos demais e repetitivos. Não é à toa que o público das novelas tem debandando para os seriados, mais ágeis e atrativos, com tramas e histórias diferenciadas e personagens bem delineados e definidos desde o primeiro capítulo, para cativar o público.

As séries tem a vantagem de não serem previsíveis nem cansativas, uma vez que o formato-padrão por temporada é de 24 episódios, ficando a critério de quem assiste escolher o gênero que quer ver: policial, ação, humor, romance...  Se a temporada agrada o espectador, são feitas novas temporadas. Se uma temporada não agrada, a série é cancelada. Quando a novela está em baixa, ao contrário, algo é feito para movimentar a trama: um personagem é escalado pra dançar o Conga Conga, participações especiais são contratadas... mas, na essência continua a mesma coisa.

Uma série pode durar anos como “ER” e “Law & Order”, ou tornar-se uma febre, inclusive nas redes sociais, como “House” e “Lost”.

O fato é que o público está mais exigente e cada vez mais seduzido por uma programação segmentada.

Estima-se que, hoje, um a cada quatro telespectadores não assiste mais novelas. Um quarto do total de pessoas que ligam seus televisores, o fazem para assistir canais a pago ou pequenas emissoras, criando assim o fenômeno de audiência fragmentada.

A ascensão social e o maior acesso a aparelhos de DVD e videogames e o crescimento vertiginoso da TV paga explicam essa nova realidade.

Shadow/Mariasun
@Shadowtweetando


09 abril 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Análise do BBB13




Análise do BBB13

Para fazer uma análise adequada do BBB13 será preciso, antes de tudo, compará-lo com as edições anteriores. Erros estão sendo repetidos e novos erros estão sendo introduzidos. Até parece que existe uma intenção velada de esvaziar o RS ou transformá-lo numa coisa que ele não é, isto é, jogatina.

O principal erro continua sendo a escolha no casting de "jogadores" ou o direcionamento para que joguem. A tendência seria então o nivelamento por baixo, tentando mostrar o pior da sociedade, ao invés de uma amostragem criteriosa da nossa gente. Seria um meio de justificar o modo pelo qual pensam os realizadores? Fica a pergunta no ar! Não seria nem preciso que os participantes representassem uma amostragem correta. Bastaria uma seleção no casting das julgadas melhores pessoas e o sucesso seria garantido! Porquê não fazem isso é um mistério, que não consigo entender! Será que são incapazes de escolher pessoas boas e honestas? Ou será que querem dar a impressão de que não existem?

Ser selecionado para participar do BBB já deixou de ser um galardão faz tempo! Ninguém mais poderá dizer de boca cheia que foi escolhido dentre milhares por ser boa pessoa para entrar na casa. No máximo poderá dizer que foi considerado bom jogador, independentemente de quaisquer atributos positivos.

Depois do fiasco obtido no ano passado com o BBB12, onde houve uma ênfase maior ao sensualismo, conseguiu-se a proeza de suplantá-lo com esta última edição em mediocridade. Os participantes eram muito fracos em atributos positivos e nem a escolha de veteranos para temperar o ambiente de confinamento, conseguiu obter resultados. Ficou patente o apadrinhamento de certos participantes e a negatividade de outros, defasados, desgastados e deslocados na atualidade dos RSs de confinamento. Dir-se-ia que nada aprenderam em suas edições originais e permaneceram os mesmos.

Outro erro foi a mistura de veteranos com novatos. Se pelo menos fossem veteranos que não tiveram tempo de mostrarem-se em suas edições originais ainda seria aceitável. A entrada de ex campeões e outros que quase chegaram às finais, foi outro erro dentro do erro. Dir-se-ia que a intenção seria bafejá-los com uma oportunidade real de ganharem em detrimento dos novatos e dos oriundos da Casa de Vidro, outra idéia maluca e inconsequente. Seria esta considerada como uma espécia de atração caça-niqueis para injetar público na edição normal. Não funcionou como deveria! Assim como não funcionou também os tais paredões-retrô, que, em si mesmos, em nada resultou em termos de seleção dos veteranos.

No BBB11 a Casa de Vidro foi utilizada com objetivos diferentes. Na verdade com o objetivo de criar jogo, mas tudo deu ao contrário, tendo em vista que os selecionados para o acampamento e para a Casa de Luxo, com a bossa das equipes, não estava surtindo o efeito esperado. A introdução de dois novatos escolhidos sob medida para dois concursantes acabou desvirtuando tudo e criando uma salada que ninguém entendeu direito. Parecia que a intenção era confundir o telespectador e este preferiu eleger pelo coração, acertando em cheio. Parece ter sido uma vitória da produção, mas não foi, porque a intenção era outra, ou seja, a mesma de sempre.

Do BBB10, nem farei comentários. Tudo o que se tentou evitar repetir (e repetir também algo), acabou dando em nada, principalmente pela teimosia na ênfase pelo jogo. Entendeu-se que os caminhos do jogo foram apontados pelos BBB9 e BBB8 e, daí em diante, tornou-se o carro-chefe da produção com a divisão de casas e a formação de equipes.

Estas "jogadas" já estão cansando e a fonte dessas idéias está literalmente "secada" e nada mais vai sair de bom disso. Está na hora de sangue novo, com gente mais capacitada no métier (de Realities). Parar com essas idéias anacrônicas e dirigir o RS como ele deve ser dirigido, sem induções, sem artificialismos, sem parcialidades, sem injustiças e sem carreirismos. Infelizmente no mundo quase inteiro está sendo feita a mesma coisa e o primeiro que enfocar o RS corretamente vai estourar a banca. Já venho dizendo isso há tempos!

Um RS tem que ser dirigido com recursos de produção que não interfiram nos relacionamentos e nem façam induções. Tem que apresentar atrações visuais criativas e agradáveis para assistir e não para provocar a audiência ou tentar manobrá-la. È preciso separar o que é relacionamento do que é show. È preciso separar julgamentos de entretenimentos. Em suma, é preciso mostrar algo honesto, e não mostrar que é esperto ou cheio de recursos esconsos e tendenciosos.

Por estas razões, não julguei os participantes segundo seus atributos negativos. Eram tantos e de um modo tão abrangente, que a única solução foi tentar descobrir bons atributos. Falsidade, por exemplo, foi um atributo encontrado em todos e ficava difícil ou injusto apontar um que não a mostrasse ou que mostrasse menos. Normalmente, quando a maioria dos participantes apresentam muitos atributos negativos, a solução é julgar pelos bons atributos de alguns, e quando são as boas qualidades que imperam, faz-se o contrário. Nessa edição as torcidas enganaram-se (ou foram enganadas) quanto a isso.

Por exemplo, ninguém apresentou carisma suficiente ou sinceridade genuína. A honestidade ficou disfarçada como inteligência para sobrevivência no Reality. Mentir e dissimular passou a ser aprovado e o jogo das torcidas alijou concursantes por motivos fúteis, por exagero em defeitos (em termos comparativos) e por falso moralismo, para não falar de vinganças e perfídias, principalmente quando eram favoritos em pesquisas. Uma certa dose de bairrismo também imperou, mas esta é uma questão insolúvel e a produção precisaria ser muito criteriosa para evitar isso. Seria exigir-lhes demais da conta! LOL.

Na edição 13 não houve uma exagerada ênfase por parte da produção em jogar; não explicitamente. Contudo a escolha somente de jogadores evidenciou esta intenção. Ou seja, tudo dá na mesma. Só houve três concursantes que não jogaram, mas foram compelidas a jogar e, por sorte, uma delas ganhou. No futuro pode ser que isso não aconteça e estaremos premiando somente os jogadores, ou, melhor dizendo, os menos piores jogadores.

Qualquer forma de jogo é desonesta, principalmente quando envolve dinheiro e, é engano pensar que o povo como um todo seja assim, isto é, jogadores ou amantes de jogos. A TV brasileira não encontra outras formas de entretenimento que não sejam jogos, por incompetência, na verdade. Quando têm diante dos narizes um meio de entreter sem o envolvimento com jogos, deturpam, distorcem e forçam a barra para transformar tudo em jogatina. Com esse "povinho" na direção não tem jeito mesmo!

Se fosse verdade que o povo ama os jogos, os programas humorísticos, filmes, novelas e programas de variedades não fariam tanto sucesso no Brasil. Só os cegos não vêm isso!


Nota: Solicito perdão aos leitores por ter escrito Fernanda Campeão no título do post anterior. O "cochilo" já foi corrigido.



26 março 2013

IMPRESSÕES de Frank Killer: Fernanda


Fernanda: Campeã do BBB13

Esta edição do Big Brother 13 caracterizou-se por uma queda de braços entre as torcidas e a produção deste denominado por eles mesmos "BBB Crazy". Muito louca foi a idéia de misturar veteranos e novatos numa mesma edição. Esperava-se conseguir público com isso e o que foi obtido foram inimigos em uma parte. Uma Casa de Vidro preenchida 3 dias antes serviria para disfarçar o despropósito de tal idéia, mas como se viu, só serviu para sacrificar pessoas inutilmente. Sempre achei esse negócio de Casa de Vidro um disparate semelhante ao enjaulamento de animais selvagens num zoológico.

Assim como o Quarto Branco ou de qualquer outra cor é um confinamento dentro do confinamento, é também outro disparate semelhante à cela solitária comumente vista em filmes de ficção em prisões e penitenciarias.

Não concordo com muitos que dizem que os atuais finalistas foram os maiores merecedores de estarem na Final. Para mim nesta final deveria estar um dos veteranos, mesmo que não fosse para ganhar. Ter ou não ter clube de fãs ou torcida organizada não vem ao caso, pois o que importa é a pessoa real para o grande público, que afinal não está em nenhuma torcida, organizada ou não.

Falar na internet que os internautas mandam no programa ou na preferência aos candidatos é falácia. As enquetes são apenas amostragens do grande público, do qual os internautas fazem parte. Só isso! No dia em que o país inteiro tiver acesso à internet, aí sim, poderíamos entrar nesse papo. Por enquanto, o espaço cibernético ainda é dominado pelas propagandas e por um núcleo elitista de sites, que aos poucos irá dando lugar ao povão com suas idéias simples e menos tendenciosas e interesseiras.

Também não concordo quando dizem que todos jogaram. Tem quem não jogou ou foi pressionado a jogar e tem quem jogou e muito e pressionou os demais. Em ambos os casos, foram eliminados ou chegaram à Final. Na verdade esta edição mostrou que jogo ou estratégias de jogo não ganha em RSs. E a Final mostrou que a sinceridade e os bons atributos ganham de qualquer estratégia. Graças a Deus havia pelo menos um concursante na Final para provar isso.

Quem espera espetáculos, grandes atuações, proezas e coisas surpreendentes e maravilhosas de pessoas comuns em RS está assistindo o programa errado. Ali não se trata disso; apenas devemos comparar seus atributos para que vença a melhor pessoa em caráter, bons sentimentos, etc.

Como não poderia deixar de ser, Fernanda venceu com folga esta Final, mercê de seu caráter correto, linear e afável. Seus detratores valorizaram outras virtudes em outros candidatos. Alguns valorizaram a esperteza, a beleza, astúcia, estratégia, necessidade, exibicionismo protagonizante e oportunismo.

Ocorre que um RS não é disputa de inteligências, de resistência física ou psicológica, ou de habilidade e destreza. Também não é jogo na acepção da palavra e nem show de caridade e beneficente, concurso de beleza ou circo.


Fernanda mostrou saber isso e tinha confiança em seu taco para mostrar quem era de verdade sem maiores preocupações de "causar" ou investir contra os companheiros de confinamento por jogo e pelo jogo. Alguns concursantes perderam-se por que notaram isso nela e por perceberem que contra ela não tinham chances. Isso é que é a verdade. Não as brilhantes e bem estudadas frases de tendenciosos cuidadosos ou de papos demagógicos e os vitupérios de torcedores de perdedores. Quem sabe eles revejam suas posições e aprendam a julgar melhor as pessoas como a maioria do público fez. Ou será que a maioria está novamente errada? LOL!

Fernanda e Maria agora são duas insignes mulheres que ocupam o Panteão da Glórias e que podem exibir em seus currículos o atestado de serem consideradas pessoas do bem, acima da média comum. Se são parecidas ou diferentes, isso não vem ao caso, o importante é que elas são elas e é isso o que interessa.

Ser você mesmo em RS não significa que você vai ganhar. O contrário é que vale, isto é, não vale, porque não sendo você mesmo, certamente não vai ganhar. Se você é realmente jogador, quem lhe disse que vai ganhar? Se você ama e não ama de verdade, quem lhe disse que vai ganhar? Não é porque você está afogado em dívidas, que vai participar de um programa que distribui prêmios e que por isso merece ganhar o prêmio máximo. Não, o prêmio é para a melhor pessoa. Sorry.

A inteligência pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Quando você usa a astúcia para ganhar de maneira lícita, está tudo bem, mas quando se aproveita dos pontos fracos de outros para subir sobre eles, isto é reprovável. Quando tergiversa e cai em contradições isto é notado. Quando se esconde em horas impróprias e quando aparece em horas propícias é dissimulação. Seu olhar denuncia seus desígnios, sua cupidez e ambição. Mostrar a cara significa isso e permite ver a limpidez de suas boas intenções, ou não!


Num RS como o BBB é impossível esconder-se e até mostra por tabela como são os seus realizadores. Quem procura camuflar-se não consegue, por mais inteligente e esperto que seja. A produção de um RS que não mostra os concursantes é porque tem medo de mostrar-se a si mesma e esse não é o caso do BBB. Enfim, Fernanda mereceu ganhar, e bem, de seus dois oponentes jogadores.

"André foi menosprezado pele edição e mesmo Fernanda foi prejudicada, a medida que só exaltavam Nasser/Andressa cujo relacionamento todos sabemos que é pura estratégia. Enfim chegamos a grande final, com uma concorrente que sempre se destacou, seja com ou sem verdades e um casal que há meu ver, fez pouco por merecer." Estas palavras de um leitor (brasilfan 25 de março de 2013 22:32) sintetizam como chegamos ao final desta edição!

Um outro leitor quer que eu faça uma análise do resultado do BBB9 em um post. No texto acima está contida uma parte das razões. É simples. A internet ainda não é o grande público e o que os sites e as comunidades ou as torcidas acham não é exatamente a opinião do grande público. Naquela ocasião até o Bial "achou" que iria vencer uma mulher ("Acho que vai dar mulher", no twitter) e embarcou no jogo das torcidas e das enquetes da internet da época, que eram bem menos representativas do grande público que a web de hoje. A "pressão" que as torcidas estavam fazendo contra o Max vazou para o grande público e deu no que deu. Na época a predominância masculina na internet era maior e no grande público a distribuição por sexo é igual.


BBB13: FERNANDA vence com 62,79% dos votos.


FERNANDA
É A GRANDE VENCEDORA DO BBB13


Quem deve VENCER o BBB13? Apuração FINAL


A apuração FINAL do Votalhada aponta
a
 vitória de FERNANDA com +- 61% dos votos.

Confira a evolução dos votos.



RESULTADO DA ENQUETE DO VOTALHADA


A enquete própria do Votalhada aponta
a VITÓRIA da FERNANDA com 61,66% dos votos.

OPINIÃO: Shadow
A Trajetória de Fernanda, Andressa e Nasser no BBB13


As opiniões emitidas nesta coluna são de responsabilidade exclusiva
do autor das mesmas e não expressam necessariamente as do Votalhada.

Texto recebido de Shadow
26/03/2013

A TRAJETÓRIA DE FERNANDA, ANDRESSA E NASSER NO BBB13

Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, preferências e rejeições, fãs clubes e torcidas contra, Fernanda Andressa e Nasser chegaram à grande final.

Foram merecedores de chegar até aí? As opiniões se dividem.

Quem acompanhou a trajetória dos três, viveu histórias que não nos pertencem mais.

Se sua sobrevivência se deu por conta de um personagem montado, de um romance fake, da briga insana entre torcidas, do gato ou rabo do gato, isso é algo que nenhuma enquete poderá revelar.

O fato é que contrariando a lógica e as apostas do início do programa, eles chegaram juntos à final. Como explicar sua sobrevivência? 

Os três podem ser detestados por muitos, mas não se pode deixar de admirar e reconhecer a proeza de terem dado uma guinada na situação adversa, que previa sua rejeição e eliminação nas primeiras semanas.

Jogaram, não jogaram, se jogaram? 

Sim, os três jogaram e se jogaram, num jogo de esconde-esconde morno, cauteloso e dissimulado, é certo, mas inteligente e eficaz. O movimento deles no tabuleiro foi muito semelhante, o que talvez justifique terem sobrevivido aos outros.

Entraram com objetivos previamente traçados, que executaram com precisão cirúrgica. 

O primeiro: buscar proteção. Não foi por outra razão que Fernanda e Andressa ao entrarem na casa, logo na primeira semana, escolheram dois participantes para serem seus parceiros (antes que outras o fizessem), o que de cara facilitou o jogo do Nasser e complicou o André, que não tinha jogo.

Superada esta etapa, o segundo objetivo se impôs: eliminar os veteranos. Não só os três, como os demais novatos, passaram a votar em bloco, tendo como alvo certeiro os repetentes que já haviam passado por lá, tinham fã clube e torcida aqui fora e representavam uma ameaça real àqueles que não passavam de ilustres anônimos. Disso, foram se formando alianças, algo fundamental num jogo de convivência e sobrevivência.

Os primeiros paredões foram montados com sutileza por Nasser, Ivan e Andressa. Em conversas informais com os outros participantes miravam sem dó nem piedade em seus alvos, fazendo questão de dizer ao público (para não serem mal vistos) que aquilo não era combinação de votos, mas uma mera troca de idéias e impressões.

A estratégia de enganar deliberadamente o público votante não foi percebida, porque as redes sociais pareciam surtadas: na fase maníaca os favoritos eram uns, na fase seguinte os mesmos eram rejeitados... e nessa oscilação de humor, para surpresa geral, bons jogadores foram caindo diante de participantes medíocres e até inexpressivos, como Ivan e Marien.

Enquanto a limpeza na casa começava, era preciso não descuidar do terceiro objetivo: consolidar e fortalecer as alianças, o que levou à construção de dois reinos, um do século XV, com princesa, um belo príncipe, coroa, manto, muita ilusão e fantasia; e, outro do século XXI, com uma plebéia, sem trono, sem pudor, sem perdão, com um grilo para beijar. Estes reinos foram edificados com tamanha precisão e habilidade que quando o público se deu conta, eles já tinham paredes, torres, lanças, soldados, súditos, grilhões, armadilhas e calabouços para seus adversários.

Numa manobra genial, e percebendo a vitimização, isolamento e coitadismo da dupla da casa de vidro, Kamilla e Marcello, Fernanda aproximou-se de Kamilla para tornar-se amiga de infância da moçoila, neutralizando por tabela Marcello, que dessa forma permaneceu deslocado até sua eliminação. A sempre atenta Andressa percebeu a manobra, recuou na hora certa e tratou de fortalecer seu reino, uma vez que podia contar com a sagacidade de seu sempre fiel escudeiro e parceiro, Nasser.

No mais, ficaram na encolha com o rabinho de fora. Amiga pra cá amiga pra lá, meu princeso de um lado meu grilo do outro... enquanto os demais baixavam a guarda e eram eliminados, sem direito a liminar ou recurso.

Há que se reconhecer que a parceria pode ter sido fake, mas foi feita com as pessoas certas. Para o jogo de Fernanda, um arremedo de Maria (BBB11), Ana Carolina (BBB9), Alemão (BBB7) e Bambam (BBB1) o prinsapo André dúbio, inseguro e esquivo foi fundamental. Para Andressa, um rascunho de moça pura e inocente do interior, o tatuado Nasser, cabelo desalinhado e olhar pra lá de esquisito, mas, centrado e com forte poder de observação, foi vital.

Até que num confronto direto entre os reinos, era preciso ter frieza para executar o objetivo final: separar o casal do reino vizinho para poder reinar soberano. Fernanda e Andressa articularam muito bem isso. Aquela, a primeira a tentar, não conseguiu porque o paredão foi triplo. Na vez da Andressa, deu sorte, foi duplo, e o prinsapo saiu. Havia feito tudo o que era possível para chegar à final. 

O lance derradeiro agora estava nas mãos do público. Por que Fernanda, e não Andressa ou Nasser?

Porque a retórica de Fernanda foi mais convincente e suas contradições e idiossincrasias foram menos exploradas nas edições. Andressa no papel de mocinha ingênua não convenceu, ainda mais quando chamada de “Santinha do Pau Oco” de chamego com Nasser, tratado ao vivo pelo Bial, como sapo grilo.... mas, por outro lado, a quem poderia convencer Fernanda, graduada em Direito, a caminho de seus trinta anos, crendo ser uma princesa com coroa de papel alumínio posta na cabeça, agarrada a uma bola de meia numa vassoura pra chamar de princeso?!? Piegas e apelativo, não? Mas editado como uma bela e romântica história de amor, com direito a trilha sonora e tudo.

Na troca constante de posições das peças no tabuleiro, o público a final escolheu o faz-de-conta inventado por Fernanda e muito bem editado pelo Bonifácio.

A moral da história é que o BBB mudou, está cada vez mais distante de pessoas reais, dispostas a partilhar de forma autêntica e verossímil o que pensam e o que são com o público, por mais que eles se esforcem em dizer para as câmeras que são verdadeiros e eles mesmos. Tudo é muito estudado antes de entrar na casa, não são apenas participantes são PHDs em BBB; lá dentro os passos são meticulosamente calculados pra não se queimar e evitar uma alta rejeição do público. Hoje, eles montam o personagem como querem e as redes sociais desconstroem como lhe convém. O jogo está mais voltado pra dentro da casa, e com isso perde o espetáculo; aquele que mexia com as nossas emoções e vísceras para o bem ou para o mal e nos mantinha cativos até o último minuto.

Poderia ter sido diferente? Poderia. Mas não foi.
Shadow
@Shadowtweetando


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