27 abril 2015

Entrevista com Marien Carretero, a mais artista de todos os ex-Big Brothers




"Sim, você está na televisão, mas na pior exposição possível"
Marien Carretero
Por Helder Miranda
Em abril de 2015


Nascida na cidade de Belo Horizonte, em berço de bailarina, Marien Carretero iniciou seus estudos na dança espanhola e balé clássico desde muito jovem. Na adolescência já participava de grandes produções e ajudava sua mãe Fátima Carretero com a Cia. de Dança Flamenca em Minas Gerais. Amante dos palcos, Marien também cursou interpretação para TV, Teatro e Cinema. E foi na sua própria cidade que recebeu o convite que lhe renderia grande visibilidade na mídia nacional. 


Em 2013, a mineira descendente de espanhóis foi uma das selecionadas para participar da 13ª edição do Big Brother Brasil, programa exibido pela Rede Globo de Televisão. Atualmente Marien divide sua carreira como bailarina de flamenco, mestre de cerimonias e presenças vips. A artista já está de malas prontas para morar em São Paulo, onde já tem grandes projetos para 2015. 

Nesta entrevista, uma parceria entre os sites Resenhando.comVotalhada e o blog Televizinha, ela conta absolutamente tudo a respeito do que as pessoas gostariam de saber sobre o confinamento no principal reality show do país.


VOTALHADA - Como a dança espanhola e balé clássico entraram em sua vida? 

MARIEN CARRETERO - A dança entrou na minha vida pelo fato de minha mãe ser bailarina,​ coreógrafa e diretora de uma companhia de balé flamenco. Ela tem formação clássica, foi a primeira bailarina do teatro Palácio das Artes na sua juventude, antes de entrar para o mundo flamenco,e dança clássica é a base para todas as danças. Comecei no balé aos quatro anos! No flamenco, atuo como umas das principais bailarinas da companhia da minha mãe, a Cia. de Baile Fátima Carretero, e sempre estamos nos apresentando em grandes teatros e participando de turnês com a direção de diversos diretores, como a Bibi Ferreira, Arnaldo Alvarenga, Deise Faria, entre outros. Eu me encantei pelo mercado de cenário e figurino, como os das grandes óperas "Carmen" de Bizet, "O Bolero de Ravel", e entrei para o ramo fazendo produções.



VOTALHADA - Amante dos palcos, você cursou interpretação para TV, Teatro e Cinema. Já tinha pretensões artísticas quando entrou para o BBB? 
M. C. - Na realidade, desde criança, como meus pais trouxeram o flamenco para o Brasil e o grande polo do flamenco era em Belo Horizonte, eles abriram um tablado de flamenco que se chama "La Taberna", com vinhos paella, sangrias, jantares românticos, uma casa incrivelmente cultural espanhola. Assim como o meu pai, que conseguiu trazer toda essa bagagem, eu, desde pequena, ficava nos camarins, assistia óperas, teatros, shows de jazz, piano, aulas contemporâneas... Cresci com isso, a arte faz parte da história da minha família, sou filha de coreógrafa e artista plástico, meu avô morou com o Picasso! Meu berço cheira a arte, não seria diferente me interessar. Comecei no teatro quando tinha oito anos, fiz propagandas, minissérie para a Band Minas ("Contos de Minas"), "O Dono da Rua", que teve exibições no cinema, entre outros.


VOTALHADA - Ser ex-participante deste programa atrapalha ou ajuda quem pretende ter uma carreira artística?
M. C. - É muito delicado para quem acha que vai entrar no BBB e sair com uma carreira artística, ou reconhecida pelo seu talento. Sim, você está na televisão, mas na pior exposição possível, porque é quando os nervos estão mais à flor da pele e as emoções estão lá... Ali não é um trabalho e, sim, o seu dia dia, onde até mesmo você descobre fraquezas ou forças desconhecidas, no qual você não tem oportunidade de mostrar o seu talento porque não está ali para isso e, sim, para jogar. Então, quando você sai da casa, você não é mais a Marien e sim a "ex-bbb". Certamente, para trabalhos específicos, atrapalha sim! Porque você já vem com uma marca que não é a sua. Tem que ser bem trabalhado e, se quiser estar na área, correr atrás dos seus sonhos e mostrar o seu talento.


VOTALHADA - Você é mineira e descendente de espanhóis. Como isso definiu sua personalidade?
M. C. - Ter a descendência espanhola, por parte do meu pai, com certeza fez a minha personalidade. Eu sou metade-metade: metade brasileira e metade espanhola, sangue quente, flamenco no pé, apaixonada por vinhos e uma roda de bulerias, flamenco não é baile, é estilo de vida. Sou forte, guerreira e sempre muito independente!



VOTALHADA - Com que objetivo você entrou no Big Brother? 
M. C. - Na realidade, o BBB nunca foi um grande sonho e, sim, uma oportunidade que existiu na minha vida. Assim como sempre, agarrei a oportunidade sem pensar, imaginando que seria bom e foi. Acredito que não tive tanta sorte por não ter um grande amor lá dentro, nem uma grande sintonia... Não sei se fiquei bem diferente do que sou....Acredito que todos que estão dentro da casa interferem na sua evolução... Gosto de todo mundo, apesar de quase não ter contato com ninguém que foi da minha edição, mas tenho carinho de uma oportunidade e vivência dentro da casa. Hoje faria tudo diferente, acreditaria mais na minha intuição.





VOTALHADA - O Big Brother é um programa que lida com estereótipos. Há os "sarados", os "barraqueiros", os "coitadinhos"... Em qual deles você acredita que se encaixava?
M. C. - Bom, antes de entrar... é o que sou aqui fora: sou "a feliz" e "a festeira". Sofri muito quando saí com meus amigos e famílias, e me  perguntaram o que houve comigo.. Lá eu me encaixei na "carente", "chorona" e "boa"! "Do bem" eu realmente sou, mas os sentimentos lá dentro se multiplicam. Tive uma coisa que aqui fora não tenho: medo e culpa. É muito louco ficar numa casa sem tanta harmonia.



VOTALHADA - Existe algum roteiro, ou vocês realmente vivenciam aquilo tudo espontaneamente?
M. C. - No BBB, desde o confinamento do hotel, perdemos todo o contato com o mundo de fora. É aquilo mesmo! Claro que a edição ajuda muito, isso depende do seu desempenho durante o programa.



VOTALHADA - O que é real, e o que é fictício, dentro do maior reality show do país?
M. C. - 
O real é exatamente todos os sentimentos ali vividos. E o fictício é viver com tanta intensidade os sentimentos, multiplicar problemas, viver achando que só existe aquilo porque naquele momento só estar lá dentro satisfaz.



VOTALHADA - Achou o resultado do seu programa justo? Em sua edição, quem você acredita que deveria ter vencido o programa, e por que?
M. C. - Acredito que foi justo sim, quando saí, torcia para outra pessoa, mas com passar do tempo vi que a Fernanda jogou muito bem! É inteligente, advogada, e soube jogar o jogo à sua maneira.



VOTALHADA - Você se arrepende de algo que fez, e não fez, durante o confinamento? O que?
M. C. - Eu me arrependo de não ter sido a Marien que está aqui fora: muito feliz, justa e festeira. Não fui justa comigo por medo de magoar as pessoas. Hoje seria totalmente diferente... Experiências (risos). A minha índole não mudou. Continuo sendo amiga, parceira e carente, mas seria menos intensa e não viveria tanto para agradar as pessoas



VOTALHADA - Para você, participar do "Big Brother Brasil" abriu ou fechou portas?
M. C. - É muito relativo, depende do que se trata, mas o importante é que conheci diversos tipos de pessoas.



VOTALHADA - Como foi, e é, a reação das pessoas, quando encontrarem você na rua?  
M. C. - Todos sempre muito curiosos com uma lista de perguntas (risos). As mesmas perguntas!



VOTALHADA - Você entrou no confinamento comprometida? Acredita que o relacionamento sobreviva? 
M. C. - Entrei solteira e não acredito. Acho que para participar de um BBB tem que desligar totalmente do mundo aqui fora.



VOTALHADA - Com quem você mantém amizade até hoje? E com quem você não quer contato de jeito nenhum?
M. C. - 
Quando encontro, cumprimento, mas confesso que a maioria nunca mais vi... Tenho contato com Yuri, Aslan, Ivan (Marcondes), Fani (Pacheco), com a Fernanda também, quando encontramos conversamos bastante. Sempre que temos a oportunidade de estarmos juntos, trocamos muitas conversas, mas são raros os encontros. Existe carinho, para mim o BBB valeu de experiência. O que ficou por lá, ficou. Não guardo nada que não foi de verdade.




VOTALHADA - Se pudesse voltar no tempo, participaria de outra edição? 
M. C. - Na realidade, gosto de várias pessoas de várias edições. Mas gosto da edição do (Diego) "Alemão" e do (Marcelo) "Dourado". Foram as histórias que mais gostei e com muita sintonia entre os participantes.



VOTALHADA - Como foi voltar para a vida real? Hoje, o que vem fazendo da vida?
M. C. - No começo é difícil, mas tenho os pés no chão, sou tranquila. Aproveitei o que podia aproveitar! Festas, badalos, flashes e, aos poucos, voltando a dançar e produzir como sempre... Vida que segue... Foi como se o espetáculo estivesse acabado e agora está em outra temporada.



VOTALHADA - Com qual outro participante, de qualquer outra edição, você se identifica mais? Por que?
M. C. - Ai, tenho carinho por vários! Adoro o "Alemão", "Mau Mau", "Júnior" do BBB 14, meu querido muso (risos), Monique, Rafa Oliveira. Fernando Mesquita, Lia Khey, Kelly , Francielle Almeida, Diego Grossi, Amanda Gontijo, Milene, Tati carioca. Tem vários, somos muitos, mais esses são os que mais tenho contato e gosto mesmoooooooooooo de encontrar. É muito bom estar perto, tenho sintonia,de caráter, de gostar das mesmas coisas, princípios, risadas, farras, amizade, companheirismo... Aaaah, amizade não se explica (risos).



VOTALHADA - Qual é a maior preocupação de quem está dentro de um confinamento?
M. C. - Para mim, o medo do que as pessoas achariam de mim a partir do que sairia na edição. Tinha muito medo do julgamento... Freud explica!



VOTALHADA - Existe alguma coisa faria você desistir do prêmio de 1,5 milhão de reais? O quê?
M. C. - Jogar com a emoção e a verdade do próximo, enganar, iludir.



VOTALHADA - Marien por Marien, como você se vê, e como acha que foi retratada na edição?
M. C. - Bom, a Marien daqui de fora é muito alegre, festeira, brincalhona. Adoro falar bobagem, estar com amigos e namorar... Lá dentro, fiquei carente e me senti sozinha. Aflorou sentimentos que aqui fora são bonitos, meu carinho, meu amor, minha amizade e cumplicidade. Lá dentro, fiquei "emoção demais" e isso me atrapalhou. Fiquei irreconhecível para mim, eu não gosto de assistir fico com raiva de mim (risos)!



VOTALHADA - Qual é o seu livro favorito?
M. C. - Gosto muito de ler. Não tenho um preferido, tenho fases e fases, mas me prendo a livros  como "a lei do segredo", curiosidades sobre o ser humano. Tenho vários momentos, depende da fase.



VOTALHADA - Qual é o seu filme favorito?
M. C. - Meu maior vício, impossível falar de filme e escolher um. Assisto pelo menos quatro filmes durante a semana... Vou ao cinema toda segunda, mesmo que sozinha... Meus preferidos são de suspense, adorei "Garota Exemplar", achei lindo. Eu me emocionei com "O Lado Bom da Vida" e me apaixonei por "O Grande Gastby", e me prendi no "Crime de Mestre",sou alucinada por filmes falo sobre isso com vocês por horas, e por aí vai...



VOTALHADA - Qual é o sua música favorita?
M. C. - Não existe uma música, existe o momento em que você está escutando e a fase em que está passando. Da MPB ,jazz, rap, eletrônico, ao sertanejo, o importante é tocar no momento. Eu gosto da "Take Me To Church" (Hozier), estou escutando ela agora para responder a entrevista (risos).



VOTALHADA - Quem é o seu ídolo... e por quê?
M. C. - Não tenho um grande ídolo, admiro vários artistas com seus talentos diferentes...
Tenho um carinho especial pela atuação de Isis Valverde, Fernanda Montenegro, Cauã Reymond, Deborah Secco, Alexandre Nero... me perco em tantos outros talentos. O carisma e seu verdadeiro olhar é Luciano Huck, o fenômeno Steve Jobs, entre outros vários. Eu me perco mesmo...



VOTALHADA - Qual seria o seu plano B se nada na sua vida desse certo?
M. C. - Não pensei nisso, luto para que tudo sempre dê certo... Nossos sonhos são do tamanho de nossa luta... 



VOTALHADA - Um recado para os fãs, no Votalhada?
M. C. - 
O amor de fã é o mais lindo e puro que existe. Ele alimenta,dá força, faz lutar e nunca desistir. Acreditam mais na gente que nós mesmos, os fãs são leais, verdadeiros e puros. Alimentam em um abraço, amor de fã é o mais lindo do mundo. Obrigada a todos vocês, que sempre estiveram do meu lado...Tenho e hoje sou amiga de várias: a Carla,a Ellen, Roberta, Lucas, Daniel, Ronaldo, Giovanna, Bruna Bárbara, enfim, claro que não estou falando nome de todos, mas esses cuidam de páginas e me acompanham onde quer que eu vá. Eu me tornei amiga, família, tenho carinho enorme por todos, leio todos  os recadinhos, vejo todas as homenagens, respondo o máximo que eu posso, porque sem os fãs eu não sou nada, e eu amo essa troca de energia. Obrigada pelo carinho sempre amores!


11 abril 2015

Frank Killer: Amor na Internet II


Amor na Internet II

O Amor Virtual seria indicado para pessoas céticas em relação ao amor e ao romance. Entre os que assistem ou são fãs de RS, e dentre esses alguns poucos, há os que só apreciam o jogo frio e calculista porque não acreditam no amor e nas amizades. Para eles todo romance ou amizade em RS é fingido e interesseiro.

Não é bem por aí, talvez só como regra geral, porque existem exceções importantes a considerar e, alguns ex-concursantes estão casados atualmente ou vivendo relações aparentemente estáveis após se conhecerem em confinamento. Para esses (espero que) poucos céticos, indico o Amor Virtual. Pelo menos entenderão como isso funciona em seus sentimentos, emoções e sensibilidades adormecidos ou semi-adormecidos.

A questão não é radicalizável e não há motivos para rotular de “caprichetes” quem é sensível, romântico ou romântica e gosta de ver amor e romance ou amizades em novelas e Reality Shows.

Sobre esse tema a questão básica é: Pessoas são solitárias e carentes em grande parte. Muitos são solitários cercados de pessoas. Alguns são intensamente amados e não amam a ninguém. São pessoas que não conhecem o amor ou o idealizam de uma forma impossível de encontrar ou realizar e materializar, principalmente quando há dinheiro na jogada ou em RSs. Trata-se de um materialismo em projeção, neste último caso, ou que se anseia projetar. Até agora!

Através da internet você pode encontrar esse amor ideal ou utópico, desde que não caia na tentação de materializá-lo ou tentar um encontro pessoal com esse fim. Certamente você se desiludirá, com raríssimas exceções. Por outro lado é complicado desiludir alguém que se sente feliz (mesmo com uma falsa felicidade), já que a felicidade é uma coisa muito relativa e pessoal. As pessoas não devem destruir seus próprios sonhos, ilusões e fantasias e nem os dos outros, pois precisamos deles para sermos psicologicamente sadios e desenvolvermos nossas mentes.

Sonhos são desejos e materializar esses sonhos são objetivos de vida, mas quando os sonhos são fantasias e ilusões irrealizáveis ou perigosas ou danosas ou têm grande potencial para magoar, devemos evitar a materialização e banir tais devaneios. Também não devemos fantasiar ou sonhar demais e viver no “Mundo da Lua” ou ficarmos alienados.

Segundo Monteiro Lobato, todas as realizações e conquistas da humanidade foram um dia sonhos, ilusões e fantasias que se tornaram realidades. “Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira – mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.” (Mundo da Lua, 1923).

Costumo propôr uma charada que diz o seguinte: “iludir com bons propósitos é a menos pior das 4 opções!” Você pode fazer isso a si mesmo através dos relacionamentos virtuais e tentar descobrir quais são as outras 3 opções. O amor platônico também é uma forma de amor e ninguém provou até hoje que não é sadio. Aparentemente o amor platônico não é incompatível com o amor “eros” simultâneo (real). Aliás as formas de amor não são incompatíveis entre si nem quando simultâneas são. Nenhuma das formas de amor é considerada perniciosa, desde que não as misturemos.

É discutível se uma pessoa é capaz de amar com a mesma intensidade mais de uma pessoa simultaneamente em qualquer tipo de amor (incestuoso, platônico, filia, eros e ágape). Sim, amor incestuoso também existe (misto de filia e eros), mas é reprimível e causador de desvios, neuroses, complexos e traumas psíquicos, mas isso não impede de ser considerado uma forma de amor, tecnicamente falando. Você deve evitar entretanto a mistura de tipos de um mesmo sentimento, principalmente de amor.

“Virtual Love” seria uma solução para quem vive um amor ou simulacro de amor na vida real, conturbado ou falso ou estressante, ou quem é incapaz de entregar-se de corpo e alma a alguém. Não existiria a obrigação de concretizar este amor (virtual) na prática e não teria os problemas que supõe-se existirem numa entrega ao amor real (não virtual). Por sinal, não há motivos para ciúmes de terceiros para com amantes virtuais, desde que permaneçam como virtuais, da mesma forma que não os há em relação ao amor dos irmãos da e pela pessoa que você ama, desde que não sejam incestuosos. Não faz sentido emocional os ciúmes entre formas deferentes de amor ou de amizade.

A razão para este ceticismo é que alguns não confiam na própria sombra e jamais entregariam ou confiariam os corações e seus impulsos, emoções e sentimentos a alguém dentre suas relações pessoais. A internet lhes permite vivenciar esse amor sem riscos, virtual e impessoal, sem contatos físicos e sensoriais, isto é, sem o uso dos sentidos básicos. As amizades também prescindem desses contatos. Esses tipos de pessoas também não se submetem a tratamentos psico-terapêuticos pelas mesmas razões.


Tive uma amiga na internet com quem me comunicava em bate-papos e que enchia sua página com artigos onde fazia a apologia da saudade. Ela não gostava de falar de (outros) sentimentos e se inebriava com a saudade que conseguia sentir, como se sentir saudade a fizesse muito feliz de alguma forma! Seria uma falsa felicidade, como tantas por aí. Algumas pessoas são infelizes e não sabem, assim como outras são felizes e não se dão conta disso também.

Em geral as pessoas não conhecem bem seus próprios sentimentos e não sabem que, embora não sejam totalmente controláveis, a psicologia seria uma grande ajuda para entendê-los e ensinar como sublimá-los quando necessário.

Falei para ela somente uma vez que saudade é um sentimento negativo e que a psico-terapia ou o conhecimento de psicologia poderiam ajudá-la a sublimar este sentimento e transformá-lo em ações e sentimentos positivos. Em qualquer área da medicina a vontade do paciente em se curar é essencial. Então…

Sabe o que ela falou? Que psicologia era coisa para loucos e me bloqueou em seguida! Ainda por cima, havia dito que eu era louco! Muitas pessoas são assim! Preferem viver uma falsa vida (ou falsa felicidade) no presente, calcada em fatos bons ou prazerosos do passado, já vividos, e deixam de desfrutar (e viver de) o que há de bom na vida no presente real (felicidade verdadeira) ou que desfrutariam no futuro.

O amor virtual seria algo com uma vaga (ou total – discutível e ainda controverso isso) semelhança com o deslumbramento por ilusionistas ou artistas talentosos, bonitos, carismáticos, etc, e creio, por isso, que não interfere em um amor real e, pode até talvez ser benéfico, para ajudar a compreender melhor seu relacionamento real ou meditar sobre seu cultivo para manter a continuidade. Claro que se você não quer manter o seu relacionamento real atual, não seria o caso de substituí-lo por um virtual! Que isso fique claro e assentado, pois seria fazer uma grande besteira!

 O importante é você compreender que o que é real quase nunca é o ideal em circunstâncias normais e, não é necessariamente pior, melhor ou igual ao que é ilusório ou virtual. São apenas coisas (ou amores) diferentes entre si.
Mas isso já é matéria para outra discussão em outro post, porque este já está grande demais! Quem sabe, um terceiro (post) sobre o mesmo tema viria a calhar?



As pessoas em geral devem ter algumas opiniões discordantes da maioria ou apreciarem coisas exóticas e estranhas ou preferirem e gostarem de algo que quase ninguém ou a maioria não gosta. Duvido que elas aceitariam ser rotuladas por causa dessas coisas ou serem depreciadas e menosprezadas por causa de opiniões pessoais, gostos exóticos ou preferências particulares. Portanto, não deprecie, não menospreze e nem rotule a outrem por essas mesmas causas!

O RS já chegou ao final e os concursantes não mais estão em julgamento. Portanto já é hora de parar com os julgamentos nominais, porque cabe processo por difamação e injúrias. Depois não digam que foram avisados e, com este aviso, considero cumprido o que me toca, para o bem de todos.

Falar do que foi observado no confinamento tudo bem, desde que sejam verdades, mas as ações e atitudes fora dele não estão em julgamento quando não forem públicas.


O RS já chegou ao final e os concursantes não mais estão em julgamento. Portanto já é hora de parar com os julgamentos nominais, porque cabe processo por difamação e injúrias. Depois não digam que foram avisados e, com este aviso, considero cumprido o que me toca, para o bem de todos.

Falar do que foi observado no confinamento tudo bem, desde que sejam verdades, mas as ações e atitudes fora dele não estão em julgamento quando não forem públicas. 




10 abril 2015

O que faltou dizer de Cézar



"À Cezar o que é de Cezar"

O enigmático Cezar Lima inaugurou uma nova modalidade de jogo. BBB profissional.

Acho que ninguém duvida de que tudo nele foi ensaiado exaustivamente para reunir em uma única pessoa todos os clichês que consagraram campeões em edições anteriores, acompanha comigo:

O articulado - mesmo pesando totalmente a mão nos seus colóquios 'estrogonoficamente' puros e verdadeiros para a audiência, agradou;
O astuto - que lê o jogo muito bem, e Cezar foi um grande observador;
O azarado - quer maneira melhor de despertar a compaixão do público? Algumas desistências ou mau jogadas de Cezar em provas me despertaram suspeitas...
O boy magia - repararam como ele ficava sem camisa quase todo o tempo, naquele frio congelante de estúdio?
O carismático - em BBB isso significa ser Cowboy, o chapéu marca registrada não pode faltar;
O confiante- a fé remove montanhas e revelar sua fé conquista a audiência;
O gentil - todos reconheciam sua boa educação;
O humilde- o que tem a história mais triste, o que adora exercer o coitadismo;
O perseguido - pela casa, cinco paredões consecutivos. Participou de pelo menos dois duelos de titãs, ao ir ao paredão contra Mariza e Adrilles, o que o fez se sentir tão fortalecido que começou a desejar enfrentar os adversários que restaram para testar sua força, o que é muito arriscado, mas também é corajoso e geralmente surte o efeito desejado na resposta do público;
O político - eternamente em campanha, discursos ensaiados de efeito e diplomacia total ao não tomar partido nenhum;
O sensível - chorou várias vezes para a câmera e discursou emocionado que seu coração era puro e verdadeiro tantas vezes que a gente até acreditou;
O rejeitado - pela mulher que escolheu, Tamires. Tentou engatar um romance com ela no início, mas recuou no dia que ela alardeou em uma festa que queria beijá-lo. Porque, né, será que o roteiro do rejeitado dá mais ibope do que o do casal casual?
O religioso - ser temente a Deus e creditar à Ele os desdobamentos do jogo também conquista a audiência;

Mas para mim, mesmo com todo ensaio, alguma coisa em Cezar parecia não fazer sentido, a dualidade tão marcante me deixou dúvidas sobre quem ele seria de fato. Cezar se mantinha um enigma.Total.

Ingênuo? Ou muito esperto? Fake, montado em personagem? Ou realmente assim? Muito pobre? Ou com condições até para fabricar aqueles músculos em academia e whey protein, o que não é nada baratinho? Aqui abro um parêntese, isso não faz a menor diferença no meu critério de avaliação, ok? Se a pessoa se sujeitou a dar a cara à tapa em Rede Nacional, deve estar precisando muito, seja lá do que for, portanto, não importa a condição financeira, é merecedor. Fecha parêntese. O que não pode é fingir ser tão pobrinho que mal tem pra comer, para despertar a complacência do povo. Não estou afirmando que ele fingiu, apenas exemplificando que coitadismo e vitimização é um jogo medíocre demais... Tá, ele até teve alguns motivos, não ganhou nenhuma prova até a final (estranho) e amargou semanas eternas de Tá com Nada, mas isso a gente credita na conta da falta de sorte, não precisa apelar com história triste, né? E o tal segredo? O que foi aquilo, sério? Jogada de mestre pra chegar na final, pois só então seu grande segredo seria revelado? Falando nisso, alguém já descobriu o tal segredo? Que não seja ser filho do Espírito Santo, por favor.

Tentou descaradamente plagiar Kleber Bam Bam e Maria Eugênia - que por sua vez estava plagiando Tom Hanks e Mr. Wilson em O Náufrago, não tenho dúvidas, rsrs - ou ele nem sabia porque deixou bem claro várias vezes que só passou a acompanhar o programa a partir da segunda edição? Coincidência? Ou conveniência?

Também me causou desconforto que ele não tenha dividido suas emoções.
Ele não se revelou e nem se interessou em conhecer bem os brothers confinados no mesmo ambiente que ele 24h por dia, por semanas, por meses!
Não se envolveu, não se doou, todo intercâmbio com o outro foi superficial. Viveu à parte em auto isolamento, muitas vezes dando a impressão de ser apenas um robô programado para falar sem controle uma língua que lembra a portuguesa, mas é muito mais complicada, cada vez que a câmera, ou Bial, era o interlocutor.
A desculpa de não fazer alianças não é suficiente para não interagir. Muito pelo contrário, quem não faz alianças pretende transitar bem em todos os grupos. Cezar na verdade não transitou em nenhum.

Acredito que nem seja preciso me estender no teor dos intermináveis e ininteligíveis discursos "paraamassabrasileiraquenosacompanha", em uma 'inoxidável' e inédita campanha declarada de marketing pessoal  que deve ter deixado os marketeiros dos políticos brasileiros boquiabertos com tamanha competência, LOL.

Por não ter amigos, situação que ele se auto infligiu, falou sozinho o tempo todo. Falar sozinho em RS é o primeiro passo da cartilha para agradar o público, pois descaradamente dá recadinho para a audiência e não tem a imprevisível réplica do outro para administrar. A pessoa diz o que quer sem ninguém interromper ou distorcer, olha que prático?

Falar no confessionário com o olhar abaixado, sem mostrar os olhos, também me incomodou. Os olhos são importantíssimos no ato de falar, só não digo fundamentais porque fundamental é a boca, claro, rs. Mas os olhos são a janela da alma, não dizem por aí? Por muitas vezes entendemos muito melhor um olhar do que uma palavra, e muitas vezes a boca não diz nada mas os olhos dizem tudo. Então, quando não vejo os olhos fico pensando porque, né, a pessoa os está escondendo...

Mas... por outro lado, será que isso pode ser traduzido em timidez? Ou humildade, sei lá?

Nas semanas finais do jogo, quando começou -finalmente!- a interagir, principalmente com Mariza, comecei a vê-lo com olhos mais complacentes e baixei um pouco a guarda, procurando ver a pessoa atrás do personagem.

E consegui enxergar um matuto esforçado, ambicioso, esperto, inteligente, determinado - tem que ter muita determinação pra ouvir dez nãos e continuar tentando, já que ele só conseguiu entrar no programa na décima primeira tentativa - gentil, meio azarado, bronco mas sensível, tímido, desajeitado, muito doido com essa "verborragia câmeral em politiquês do século passado", entendeu? Nem eu, LOL.
Tosco, estranho, tudo bem, mas de certa forma adorável, não?

Cezar é um enigma tão complexo que até por fatores inerentes à sua vontade, como sorte ou azar, foi dúbio. Foi azarado o suficiente para não ter ganho nenhuma liderança ou anjo e nem mesmo provas de comida, ocupando vaga quase cativa no grupo da fome, o que desperta a compaixão do público e que no final das contas caracteriza sorte e não azar, né? E também teve sorte suficiente para vencer uma única prova, só que a mais importante de todo o jogo, a vaga na final. E a Sorte das Sortes, participou de uma edição com o jogador mais atrapalhado de todos os tempos, Fernando, aquele que poderia ter sido mas não foi e que eliminou do jogo dois fortíssimos candidatos ao prêmio por mérito, e preferidos da maioria do público, o adorável casal #Madrilles. Cezar cresceu e apareceu como antagonista do protagonismo forçado de Fernando, conquistando milhares de fãs alucinados que poderiam nem ter reparado nele direito caso Fernando fosse um jogador correto.
E por causa das péssimas jogadas de Fernando, foi para a final com a vilã da edição. Tem maior sorte que essa? Fala sério!

Seu grande mérito foi apenas estar no lugar certo na hora certa. Olha que louco, as dez tentativas frustradas de entrar foram fundamentais para que ele um dia fosse consagrado campeão deste jogo ao invés de voltar pra casa como mais um cowboy condenado ao ostracismo e  esquecimento. Se ele tivesse conseguido entrar em outra edição com outro elenco não teria chegado onde chegou, simplesmente porque nunca uma edição teve tantas jogadas inesperadas que mudaram totalmente o curso do jogo. Nunca antes tantos favoritos - apenas dois,  os poucos que se conseguiu nesta edição, mais um fator de sorte - foram eliminados a poucas semanas da final por causa de jogadas inacreditáveis, inéditas, e burras!

Sendo assim, dá até pra se conformar com a sua vitória. Porque, vamos ser justos, ele não prejudicou nem tripudiou ninguém, mesmo com todo bullying que sofreu. Fez o jogo dele, totalmente declarado com a tal "verborragia câmeral" e com a subida no muro, ou, para quem preferir, a não formação de alianças. Apesar de que vamos combinar que não se envolver nem se comprometer é uma forma muito fácil de se proteger, pois evita confrontos que costumam ser julgados com rigor. Mas mesmo não sendo corajoso como deveria ser um campeão, foi um jogo limpo, olha que lindo! Palmas pra ele.

E para quem desejou como ele entrar no BBB, para quem se preparou como ele estudando a fundo as edições anteriores e o comportamento dos campeões até encontrar a fórmula que o levaria ao sucesso, para quem sonhou e perseguiu o sonho obstinadamente sem desistir, o Universo conspira a favor, e neste caso entregou à Cezar o que era de Cezar.

Mas o enigma chamado Cezar ainda não foi decifrado por mim. E acredito que por muitos também não.

Curiosamente, no primeiro dia, meu marido, que não acompanha o programa, deu uma paradinha em frente à TV e profetizou, "esse cara aí que vai ganhar o jogo". Perguntei de onde vinha tanta certeza e ele disse, "parece humilde e entrou usando um chapéu de cowboy".

Então tá, estava tão na cara que até quem não vê o jogo, sabia. Porque né?!?





Como um bom concurseiro, Cézar se preparou muito para o certame que enfrentou nesse início de 2015, não só para conseguir entrar, mas para passar no estágio probatório a que foi submetido durante esses 3 meses.

Em sua vantagem tinha sua própria história de vida, passado difícil e vida agrária, que já facilitaram sua aprovação por “cota” nesse BBB, que sempre tem suas cotas a cumprir, por mais que se proponha a fazer algo de diferente sempre acaba aprovando os mesmos perfis, o que de certa forma facilita aos examinadores na hora de avaliar o desempenho dos candidatos, já que o padrão é o mesmo todos os anos.

Durante 11 anos Cézar estudou os métodos de outros que também haviam passado no mesmo concurso, afinal para o sucesso de um concurseiro metodologia é tudo, ele tem que saber exatamente o que a banca examinadora espera dele e focar seus estudos nisso para se fortalecer, portanto não adiantava pegar o método descompromissado de outros participantes do concurso que nem haviam obtido êxito, não, ele focou nos vencedores.

Observou que esse certame buscava uma “volta as origens” em referência ao primeiro concurso, o BBB 1, e então viu que precisava emular o seu vencedor, se portando como uma criança que esqueceu que havia crescido, conversando com seu amigo inanimado. Havia inerente a si outras características de vencedores, por ser “cowboy”, porém as enalteceu ainda mais na hora de se expor aos examinadores, já que ao conversar com os demais candidatos se portava de maneira mais contida.

O maior trunfo de Cézar foi perceber que o segredo em um concurso é garantir seu próprio sucesso e não se preocupar com o nível dos demais candidatos, entendeu que por mais vagas que existam, o concurseiro só precisa de uma, que é a dele. Portanto, se os demais candidatos quiserem burlar as regras do certame, ou se queimarem entre si, então que o façam, desde que não retirem a sua concentração e a sua retidão durante a realização da prova. E era esse o seu segredo, e foi isso que os demais candidatos não perceberam e por isso foram reprovados.

Cézar, acostumado com provas em que um erro anula um acerto, aproveitou para deixar várias questões em branco para evitar perder sua vantagem, quando parte dos candidatos apostava em uma e a outra parte apostava em outra, na dúvida, ele deixou em branco, ou as vezes até escolhia aquela em que ninguém apostava, conseguindo interpretar o concurso melhor do que qualquer dos outros. Sendo assim, até a última prova do líder não ganhou nenhum prêmio, deixando de “marcar algumas” apenas para que elas não diminuíssem a sua nota no final.

Na prova oral era que Cézar Lima se sobressaia, e para isso fez uma colcha de retalhos da mais diversificada, utilizando desde termos de programas de rádio do interior, como o “estrogonoficamente sensível”, “inoxidável” e “cabriocárica” que podem ser vistos no vídeo Rei do Elogio, sucesso no Youtube, até utilização de expressões de um poeta britânico, William Ernest Henley, como “senhor do meu destino” e “capitão da minha alma”. O melhor é que conseguiu até convencer os examinadores de que todo esse vocabulário era inventado por ele, mesmo que nunca tenha alegado sua autoria.

Cézar Lima pode até não ter gabaritado a prova, já que muitos examinadores perceberam que seus conhecimentos eram a base do “decoreba” e não de real comprometimento com as regras de convivência do certame, porém dentre os demais finalistas foi o que mais acertou.

Pena que nem todos os examinadores consigam perceber que preencher os quesitos de forma correta nem sempre significa possuir verdadeiramente as qualidades exigidas pelo cargo, mas no final das contas Cézar conseguiu sua estabilidade no rol de vencedores do BBB e receberá seu salário de 1,5 milhão no final do mês.





Cézar de Perdedor á Ganhador!

Cézar Lima teve uma trajetória tranquila, calma, Zzzzzzz, divertida e independente no BBB15.

No começo do jogo pouco se notava Cézar com tantos participantes diferentes. Ele era comum ao primeiro olhar e tinha cara de quem seria logo eliminado. Seu estilo caipira e simples o tornava uma figurinha repetida no BBB. Ele foi uma mistura de alguns ganhadores, como quando ele apelava para o público e pedia por diversas vezes para continuar por que necessitava do prêmio pois era de origem pobre, sofredor e citava algum ou alguns membros da família ao qual comovessem o público, ai ajoelhava agradecendo, isso tudo igual Bambam (BBB1), Cowboy (BBB2), Dhomini (BBB3), Cida (BBB4), Mara (BBB6) e Fael (BBB12) fizeram.

Em alguns momentos ele se mantinha isolado e pensativo igual Dourado(BBB10) e em outros queria socializar, criar ligações afetivas, fazia palhaçadas e fingia conversar e entender um objeto no qual fingia acreditar ter vida igual Bambam e Fernanda fizeram. Ele soube misturar tudo isso em um novo participante que não deixava de ter seus gostos, preferências, seus defeitos e suas qualidades.

Cézar se definia como "dono de seu destino, capitão de sua alma" se mantendo invisível na casa ele conseguiu escapar dos primeiros paredões, até mesmo os participantes não perceberam muito ele ali até a 3° semana quando começaram a questioná-lo sobre seus votos que sempre eram imprevisíveis, ninguém fazia noção de em quem Cézar votaria o que era visto como um voto coringa podendo ou não intervir em um paredão. Mas Cézar fez esse jogo e isso ajudou ele a não virar alvo de votos, já que haviam nitidamente dois grupos na casa, ele se manteve fora dessa guerra de alianças e se deu bem até a 4° semana ali os participantes começaram a desconfiar e duvidar dele por causa de sua estratégia considerada demagógica e introspectiva, raramente desabafava com os outros brothers mas fazia longos discursos ao vivo.

O jeito de falar de Cézar foi uma de suas marcas e fez com que ele se destaca-se no programa. Ele usava muitas palavras difíceis, algumas delas até mesmo inventadas por ele, sempre ultrapassava o limite de seu tempo de falar ao vivo o que obrigava Bial a interromper seus longos e cansativos discursos. Além disso era algo que o beneficiava pois demonstrava que tinha vontade de ganhar e queria falar mais com o "povo brasileiro".

Foi crescendo e se tornando um dos favoritos. Também foi ajudado pelo erro dos outros participantes. Luan ao se exaltar contra Amanda e Adrilles perdeu torcida, Rafael ao não se mostrar totalmente verdadeiro tendo momentos de explosão e calmaria, Fernando que estava bem no jogo começou a mostrar um lado de mal caratismo enorme, Tamires ao ter desistido, Amanda que se entregando para Fernando perdeu muita torcida e ganhou rejeição, tudo isso contribui para que Cézar ficasse cada vez mais forte.

Apenas Adrilles e Mariza não haviam cometidos erros graves e eles dois eram os únicos que estavam no caminho de Cézar até chegarmos ao paredão Cézar x Mariza que definiria o vencedor do BBB15. Ambos eram os grandes favoritos ao prêmio e eram totalmente diferentes um do outro tendo poucas coisas em comum como a bondade, a humildade e o respeito.

Cézar poderia ter perdido ali e ter encerrado sua trajetória sem muito destaque, sonhos e todo aquele estudo sobre BBB seria em vão mas ele venceu Mariza e ficou com 49.78% eliminando a querida Mariza com apenas 50.22%. Claro que naquele momento ele havia vencido o BBB, depois só faltou eliminar o Adrilles que saiu com 65% mesma porcentagem que Cézar Venceu.

As últimas palavras que tenho a dizer sobre o Cézar é que eu antes jamais imaginei que ele venceria, mas aprendi a torcer para ele nesta reta final pois ele era o menos pior e se demonstrava uma pessoa do bem, mesmo sendo antissocial soube se aproximar e gostar das pessoas certas (Adrilles e Mariza), soube jogar e ele vencer foi até que válido nessas circunstâncias. Mereceu por que não precisou pisar, usar ou manipular outro brother, foi justo em alguns momentos e soube enxergar o jogo, soube se esquivar dos paredões e em quanto o Fernando achava que estava com o prêmio na mão e dominava a situação Cézar estava ali para atrapalhar o Vilão.

Enfim, Cézar Lima soube nos divertir nas festas com suas dancinhas estranhas, cantorias um tanto engraçadas e caretas, rsrsrsss. Ele pode não ter sido o mais merecedor de BBB mas também não foi injusta sua vitória.

Avante Cézar, missão cumprida. Deram o que realmente pertencia a Cézar.




Eu sempre fui Fanática, pelo Big Brother Brasil. É um tipo de Vício: Admito. Jamais poderia ficar sem assistir a Dinâmica do "Jogo", acompanhava todas as Provas de Resistência e Festas até o Fim. E adorava analisar o Perfil de cada Participante. Mesmo na Época em que eu não tinha o PPV. Mas mesmo assim, em quase todas Edições,  consegui acertar  "Quem seria o Vencedor ". Todos que acertei, eram os meus Favoritos. Comecei a ter PPV no BBB 7, o BBB do Alemão .

Eu sempre entendi que a Proposta do Programa, era um "Jogo" mas, de Convivência. Inclusive o Bial fazia questão de falar sobre isso, várias vezes durante 14 Edições. E sempre lembrava aos Participantes, que mais valia neste "Jogo", usar o Coração em vez da Razão.

Por isto tudo, sempre acreditei que a Vencedora merecidamente, seria a Mariza. Isto tudo, é para dizer que o Objetivo do BBB 15, foi exatamente o Contrário. Pelo menos para o meu entender.

O Cézar, Vencedor desta Edição, fez tudo ao contrário da Proposta do BBB. Como se mostrar Verdadeiramente, sem a Convivência com os outros Participantes? Sem Conversar muito, sem Discutir? (Conseguiu uma Briga com a Angélica durante uma Prova) Se Isolou Voluntariamente, para se fazer de Vítima. Plagiou, na cara dura, a História do Bambam, com o fato de criar uma Boneca para ser sua Companheira. O Cézar, fez de sua "Companheira", uma Estátua do Jardim. E " Conversava"  muito com "Ela" e com as Câmeras também.

O fato de não querer combinar votos, é um Direito Inegável que ele tinha. Mas preferir ficar sozinho praticamente todos os dias? Quantas vezes a gente via, o Cézar ir  para a Academia, de preferência quando não tinha ninguém e para a Sauna, sempre  falando alto e sozinho, só para o Brasil escutar. Ir também para piscina, de preferência quando não tinha ninguém.

Nas Festas, era raro dançar com alguma Participante. Preferia Dançar e "Cantar" ( Ai meus ouvidos !!! kkkkk ) sempre isoladamente. E sempre era o 1º a sair delas para dormir. E quando estava Ao Vivo, com o Bial, ou no Confessionário se portava de maneira totalmente Antinatural. Fazia Discursos Intermináveis, para a "Massa Brasileira" com Palavreado Prolixo, e com certeza essa "Massa" não entendia nada.

O Confessionário, pra ele, era o Palanque Eleitoral, já que quer ser Deputado na sua cidade do Paraná. Ele comia quase sempre sentado, num balcão da Cozinha, e na Panela de preferência. Evitava sentar-se à mesa e comer com os outros e no prato. Será que era um "Teatrinho" para se fazer de "Caipira Pobre Coitadinho"?

Quando ele conversava com alguém da Casa, agia naturalmente, e até o sotaque ficava menos Carregado. Dava para entender tudo que dizia. E nesta hora, era calmo e tranquilo e sem muitos trejeitos e seu Raciocínio era bem claro. Dava pra ver que era Inteligente. Aparentemente, é um Cara do Bem, Educado, não insultou ninguém. Pelo menos na cara. Mariza que sempre foi Altruísta, e Solidária com ele, não viu nem ouviu. Mas um dia na Sauna, aproveitando que estava só, xingou a Mariza de "Véia Chata" várias vezes.

Este BBB 15, não me convenceu: Será que o Cézar  é realmente tudo que ele disse ser ? Porque temos que nos basear sobre o que falou de si mesmo. Não deu para analisar a Personalidade dele dentro do BBB. O Cézar não se envolveu em nada.

Será que seu Objetivo mesmo, era apenas, que as pessoas, principalmente do seu Estado, lhe conhecem melhor e com a "Fama" de Ex BBB, conseguir um lugar na Política? Porque foi isso que disse o Tempo inteiro. E falava também, que se ganhasse o Prêmio, seria para ajudar a Família, comprar uma Casa para os Pais, pagar todo o necessário para completar a Aposentadoria da Mãe.

Sinceramente, eu desejo de coração que o Cézar faça um Bom Proveito do seu dinheiro, com inteligência e Bom Senso, para ter um bom retorno. Isto só vamos saber daqui a algum Tempo.

Como o Caso da Mara (BBB 6), que muita gente achou que ela ganhou porque era "Pobrinha" (Inclusive eu), mas me surpreendeu muito positivamente o depois do Prêmio do BBB. Ela só fez coisas boas para facilitar o tratamento da Filha, foi fazer Faculdade e soube triplicar o Dinheiro. E nunca quis saber de empregada. Faz tudo sozinha.

É o que espero do Cézar Campeão do BBB 15.




Inteligente, sagaz, muito esperto.

Soube como ninguém usar tudo que viu, estudou e aprendeu sobre os 14 BBB anteriores.

Percebeu nesse tempo de observação que o público se compadece e abraça aquele candidato humilde, pobrezinho, e ainda mais quando começa a ser perseguido pelos demais jogadores.

Isso é tão lógico em todas as edições, que eu me admiro que se repita sempre e sempre. Para mim é burrice de quem vai para um jogo sem ter nem noção do que é tão evidente.

O jeito de falar, frases feitas de impacto, o choro, a reza, tudo isso irritava seus oponentes a tal ponto que tornou-se o alvo da casa em paredões e em bulling.

Aqui fora, o que o salvou e acabou revertendo em votos foi esse bulling que sofreu  juntamente com a Mariza. Protagonizava momentos hilários, e com isso chegou a final e levou o prêmio de 1 milhão e meio.

Soube se manter alheio aos conchavos, aos grupinhos daqui e dali e a cada volta de paredão, voltava com mais força, mais confiança e com mais aceitação de fora.

Ele sabia que estava fazendo o jogo certo e não arredou pé.

Jogou do primeiro ao último dia. Fez um jogo limpo, sem ferir ninguém, sem  humilhar e sem passar por cima.

Tornou-se um expert em BBB e conseguiu até enganar a produção ao selecioná-lo.

Errado para alguns?

Não acho. É sim um jogo, ele tinha uma estratégia e soube usa-la magnificamente bem.

Merecido. Parabéns!



09 abril 2015

Frank Killer: Amor na Internet I


Amor na Internet I

O amor, deslumbramento ou fanatismo que alguns internautas fãs de Reality Shows devotam aos concursantes assemelham-se ao Amor Virtual e, portanto, é um tema sobre o qual cabe falar e discutir. Amor Virtual é um jogo simples ou o verdadeiro início de um relacionamento?



Como ser natural na frente de um monitor ou tela de computador? Muitos de nós parecemos ser o contrário do que somos ao tentarmos nos comunicar através da Internet, pelos chats da “moda”, através de posts, frases e comentários em microblogs, redes sociais, emails ou de mensageiros em sites de namoro, etc. Tudo que você precisa é de paciência e, em vários sentidos, de muita paciência.

Discutimos sem inibições e, talvez, alguns de nós tenhamos melhores sentimentos quando os expressamos por escrito, melhores do que se estivéssemos frente a frente com uma outra pessoa ou várias.

As famosas “cartas de amor” do passado, já em desuso, eram do mesmo tipo e cumpriam as mesmas finalidades que os amores virtuais de hoje e não eram necessariamente trocadas entre pessoas que se conheciam pessoalmente em muitos casos. A diferença é só o meio utilizado. Isso seria natural ou artificial?


Existem pessoas que não praticam o que falam ou recomendam, como se a dizer: “façam o que falo, mas não façam o que faço”. Muito mais fáceis e descomplicados são um beijo ou um abraço enviados on-line ou por carta do que poderíamos fazer em pessoa na realidade. Nós amamos e sempre nos atrai o mistério, o desconhecido, e, fazemos de alguém na nossa mente um esboço daquilo que sabemos apenas por um nome e palavras escritas, virtuais ou por carta, e imaginando quem ou como seria e estaria esta pessoa.

Ligue-se à Internet para encontrar seu par de alma, onde o número de chances é cada vez maior do que na vida real comum. De certa forma, há uma boa chance de encontrar alguém mais velho, mais experiente ou, quem sabe, na sua medida certa em idade e vivências, um interlocutor ideal. Você trocará ou adquirirá experiências às vezes inusitadas ou inesperadas. Eventualmente encontrará picaretas também, mas isso faz parte! Nada na vida é perfeito!

Algumas pessoas são casadas, e nem todos têm a sorte de encontrar o amor límpido e verdadeiro. Mesmo que você tenha um relacionamento real e estável, não há impropriedade em experimentar este tipo de relacionamento. O que acontece quando um relacionamento considerado excelente e gratificante, existente on-line através de comunicação escrita, de repente desaparece quando há um eventual encontro pessoal?

Todas as ilusões, os sonhos de um futuro bom relacionamento são ou provavelmente serão subitamente destruídos ou desfeitos. Você sentiu o amor que conheceu ou ideou através de palavras virtuais e não será provavelmente igual ao amor ou sentimentos que você terá quando estiverem lhe falando com palavras sonantes na sua frente. Pessoas muito ousadas por escrito na net podem ser pessoas totalmente diferentes das suas expectativas frente a frente.


Talvez serão tímidas ou deprimidas, ou ainda mais ousadas e audaciosas! Ou diferentes de tudo que você tenha imaginado! As chances são de que você irá se decepcionar, ao invés de vir a ser agradavelmente surpreendido ou surpreendida.

Através deste “amor virtual” você cria ou pode criar uma dependência inimaginável. Pode tornar-se um tipo de droga da qual você não pode ou não consegue escapar. Você se sente ligado a alguém que você não sabe quem é ou como é, no verdadeiro sentido. A voz no telefone ou vindo de um alto-falante de um computador pode conter palavras sensuais e inebriantes de um interlocutor que pode ser no mundo real uma pessoa que não te ama, porque você a conheceu em outras circunstâncias. E pode vir a ser o oposto do que você esperava!

Amor virtual (real ou não da outra parte), cria um estado de desconexão, de desejo e paixão flutuante em você, um pouco semelhante à insegurança de uma amor real na vida real. É como o vento: você não vê, mas sente. Mesmo que não haja uma grande distância entre você e a pessoa, ao falarem somente através de uma relação impessoal, você pode sentir-se como se o amor cobrisse todas as partes do seu corpo, embora ele ou ela não esteja perto de você. Ele ou ela lhe dá a oportunidade de sonhar e viver um amor sem uma presença física. Seria um amor platônico em estado puro, idealístico, se é que um amor desse tipo pode ser ainda mais bem ideado do que já é por si!

Mas “amantes virtuais” existem, você então perguntaria? Sim e podem ser pessoas casadas, não necessariamente carentes, mas que adorariam ter discussões acaloradas ou íntimas com pessoas que não conhecem pessoalmente e as quais podem, por sua vez, serem casadas, ou terem relacionamentos estáveis e terem famílias. Este tipo de relação pode ser chamado de engôdo? Acho que pode, mas acho também que qualquer um de nós ou uma grande parte não se importaria de fazer este tipo de engôdo, pelo menos uma vez na vida. Seria então um engodo virtual ou real?


Por definição, o que é virtual não é necessariamente real! Um amor virtual pode não ser real, mas pode ser emocionalmente envolvente e confortante ou gratificante. Seria como uma amizade exclusivista, já que a verdadeira e pura amizade não é exclusivista. Quando vc sente ciúmes dos amigos de seus amigos você está lidando com um sentimento que ultrapassa a verdadeira amizade. Pode ser um amor platônico ou um sentimento de outro tipo ou de outra natureza. O amor (eros) é uma amizade egoística e a amizade é um amor liberal, fraternal.

Na amizade você deseja o bem estar e a felicidade dos seus amigos ou das suas amigas, não necessariamente contigo e, sem exclusividade. No amor (eros, não o virtual) você deseja o mesmo para ambos os amantes, você e a pessoa amada, mas sempre e necessariamente contigo e, com exclusividade. Isto é óbvio tanto para a amizade quanto para o amor, mas para alguns nem tanto!






"Jubern 8 de abril de 2015 00:24
...Amanda jogou o prêmio fora quando pulou na piscina com os peitos de fora... O ego do diretor de núcleo do programa jamais aceitaria que uma torcida de internet mandasse mais que ele..."

Não enxerguei as coisas exatamente assim, Jubern. Não teria sido em relação ao diretor Rodrigo Dourado?

"Maria De Oliveira Pontes 8 de abril de 2015 01:54
Perfeito Frank perfeito..mais a mim ele não enganou não..aliais ele nunca me enganou,sempre achei ele fake demais...." "...acabei de ve agora no chat,fala direitinho normal como todo mundo,nem parecia aquele Cesar coitadinho...tomara que entregue o dinheiro todo pros partidos políticos para ser candidato e faser sua campanha política, e fique sem nem um centavo...me desculpe...é so um desabafo.."

Ok, Maria. Pode desabafar à vontade! Só falei o que vi, não o que senti. Aliás, com essa safra de concursantes não deu para sentir nada, só a decepção pela jogatina, com exceção de dois ou três, incluindo a desistente Tamires! E já que querem fazer humor em cima do RS, a pergunta que não quer calar é: porquê não fazem em um programa separado? É para não parecer cópia do "Vale a Pena ver Direito, do Mion"? Afinal o dele é calcado em coisas feitas pela Rede Globo em seus canais, inclusive do PPV!

"Cris 8 de abril de 2015 02:30
Cristiano, faço minhas suas palavras...
Nem perdi meu tempo assistindo.
Pra quê?"

Não perdeu muita coisa, Cris. Só talvez o show proporcionado por Daniel, Michel Teló e Paula Fernandes na Final. Homenagem ao Cézar? Pode ser, se não era a intenção!  

"Anderson Martins 8 de abril de 2015 03:13
Olá Frank;

Já que você atentou para o fato de que ele precisava convencer o público do seu caipirismo, caiu a minha ficha de que, como ele é estudado em Direito, isso foi um atalho para que ele obtivesse êxito, talvez até siga carreira politica depois, o Direito torna-os especialistas em argumentações e convencimentos, inclusive o juri e até os próprios juízes, ele realmente colocou todos os demais concorrentes e a produção e a audiência no bolso.

Mas também teve sorte, já que o Bial nem falou os números da votação, de tão baixos, prova de que todos sem exceção eram desprovidos de carisma, se algum participante tivesse um carisma razoável, ele precisaria ter muita sorte, porque teria muito mais trabalho, porque acho que ele não saberia como agir com um participante carismático."

Olá Anderson. Falou e disse, pessoa! É isso ai!

"Di 8 de abril de 2015 21:56
Ok Frank! Perfeito! Foi exatamente assim que vi o César. E te digo mais, Bial, produção e diretor tbém. Rsrs esse BBB pareceu me mais um teste para os outros concursantes desmascararem o falsário, mas nenhum teve a capacidade para tal. A solução pra eles era mandar para o paredão até o cara sair...resultado: o povo comprou e abraçou."

Oi Di! Exato. Cézar tem que agradecer, e muito, ao Fernando. Desde o começo ele detectou que o cidadão paranaense poderia ser perigoso e o perseguiu implacavelmente durante toda a edição. Talvez tenha sido por isso que o Fenando fez tanta trapalhada sentimental. É simplesmente incompreensível o que ele fez! Foi uma feia pisada de bola! Será que ele nunca assistiu um RS?

Aliás, não faz nenhum sentido para mim, perguntar a um concursante se ele transgrediu regras no decurso de uma prova tão decisiva quanto à primeira das 3, de resistência, que daria (deu) dois pontos para o vencedor da mesma para se livrar do paredão final. Mas, quis o destino (ou a consciência pesada da produção), que o Cézar não fosse prejudicado, tendo que responder uma pergunta final na terceira prova, para a qual não soubesse responder e os outros dois sim. O "break" para os comerciais antes dessa pergunta foi sintomático. LOL.

Fernando mentiu, como pode ser visto no blog Reallytando, publicado em 4 de abril de 2015 (Link). 

Aproveito o ensejo para agradecer ao Reallytando as referências ao post "As Damas de Preto" e ao Votalhada em 2 de fevereiro de 2015 (Link Reallytando), (Link Votalhada). 


08 abril 2015

O que faltou dizer de Amanda




Amanda Djehdian deve ter imaginado várias formas favoráveis de se comportar em um RS, mas eu duvido que algum dia ela imaginou que se exporia tanto porque um certo moreno alto, bonito e sensual causaria um curto circuito em seu cérebro no momento em que ela colocou os olhos nele. Só assim para explicar todos os eventos que se seguiram.

O que nós vimos, e não gostamos, foi uma mulher carente, desesperada, sem amor próprio, sem vergonha, sem pudores, sem noção, que mesmo com toda a liberdade - melhor seria dizer até libertinagem - que se vê hoje na TV, ainda assim causou desconforto na audiência. Longe de mim querer creditar toda a culpa do que aconteceu somente em Amanda, já que Fernando foi mais do que cafajeste com ela e com Aline, mas a sociedade ainda é machista, e ver uma mulher se comportar como um homem na relação causa estranheza e acho até bom que cause mesmo. Conquistar seu lugar na sociedade como cidadã com os mesmos direitos e deveres é uma coisa, mas cada sexo tem seu papel específico na relação interpessoal que deve ser mantido. Mesmo em casais gays, cada um tem seu papel, e não precisaria ser assim, se é, é porque é assim que funciona. Acho que ninguém deve mendigar o amor de ninguém, mas ver um homem fazendo isso no máximo dá pena do rapaz. Ver uma mulher causa repulsa. Porque não chegamos até aqui na conquista dos nossos direitos para ver uma representante da classe se humilhando em rede nacional, e por um cara que não vale uma unha quebrada. Disseram tanto que Adrilles era um stalker, mas quem eu vi perseguindo forte alguém ali foi Amanda.

Amanda entrou no jogo já dividindo as torcidas, de um lado, o público usual, a chamada turma do sofá, e de outro, a torcida insandecida das Clanessas da edição anterior que conseguiram garantir a vitória de Vanessa unicamente porque não vivem a vida em tempos de reality, passam os dias em seus smartphones e tablets postando, alçando o nome de sua favorita aos trending topics do Twitter, atacando fãs de outros brothers e votando. Assim fica difícil para qualquer outro concorrente competir. Mas Amanda, mesmo com o trabalho exaustivo das Clanessas, meteu os pés pelas mãos e ainda teve a falta de sorte de participar de uma edição com outro concorrente do tipo que também costuma arrebatar torcidas, o cowboy humilde de coração puro e verdadeiro.

Mas, diferente de Vanessa, que só colou em Clara para causar, sem se envolver, Amanda se apaixonou, caiu de quatro e pareceu jogar o jogo pro espaço, mas continuou jogando, e mais à frente eu explico porque.

Em questão de horas, Amanda se encantou, dormiu de conchinha com o boy magia da edição, sonhou que estava namorando, acordou amando e achando que era correspondida em um conto de fadas perfeito. Até a página dois, no dia seguinte, a entrada inesperada da bruxa Aline, que noucateou o gigante que até então estava conformado que sua única opção de pegação e formação de casal entre aquele elenco era mesmo a panda pegajosa.

Fernando então mais do que rapidamente, mirou suas armas para outro alvo bem fácil, a loira sonsa que concordava com tudo e só sabia dizer ahan, mas de boba não tinha nada, já que para disputar uma vaga com a estonteante Júlia, ela precisava de um artifício, e qual melhor do que formar casal?

E assim começou a trajetória de Amanda, uma das mais bizarras que já vimos em BBB e que causou a vergonha alheia mais comentada de todas as edições.

Amanda sofreu, chorou, se humilhou, se embebedou, tirou satisfações com Fernando, continuou lançando olhares lânguidos pra ele mesmo com Aline na jogada, se revoltou e se voltou contra ele, chegando a indicá-lo ao paredão com a desculpa mais idiota. Fernando voltou do paredão e a relação degringolou de vez, viraram inimigos declarados e Fernando se isolou com Aline, encontrando apoio em #Madrilles, o que fortaleceu a divisão da casa. De um lado os do bem, Mariza, Adrilles, Fernando e Aline. Do outro os do mal, Angélica, Rafael, Talita, Luan, liderados por Amanda.

Amanda reinava no reino do mal fazendo um esforço enorme para não demonstrar para o casal a dor de cotovelo que estava sentindo, mas não conseguiu esconder da audiência, e se tornava a cada dia mais amarga, sendo agressiva e rude sem motivo real com quem apoiava o casal. Amanda foi a responsável pelo bullying que fizeram com Mariza, porque não aceitava as inconvenientes mas pertinentes intervenções de Mariza.

Enquanto isso, o casal #Ferline parecia cada vez mais unido e apaixonado, tanto que Aline foi até pedida em casamento, olha que lindo!

E Amanda seguia em sua sede de vingança, profetizando que um dia Aline seria eliminada e então ela ficaria com Fernando.

Dito e feito! No paredão da verdade, Aline foi defenestrada e Mariza foi mera figurante. Que resposta melhor Amanda podia esperar? Ela não sabia que a diferença de porcentagem foi ínfima e que essa diferença era crédito unicamente das enlouquecidas Clanessas.

E assim, Amanda voltou para o jogo, fortalecida pela resposta do público, que ia perfeitamente de encontro aos seus anseios de revidar a furada de olho de Aline e de quebra, se enroscar com o gigante embaixo do endredon e fora dele também. Todo mundo lembrava que Maria Melilo venceu uma edição porque foi rejeitada em rede nacional, inclusive Amanda. Fazer a coitadinha, revelando sem pudores que nunca ouviu um 'Eu te amo', fazia parte da estratégia brilhante de permanecer no jogo. E foi tão brilhante, que Amanda chegou até a final sem ir ao paredão novamente.

Deu muita sorte que o inescrupuloso objeto de seu amor tenha entendido o mesmo que ela pela eliminação de Aline, e tenha resolvido se reaproximar em uma jogada feia, ignorando os sentimentos dos únicos amigos que ele tinha no jogo, que estavam no grupo da fome, sonhando e contando com o cineminha do líder para tirar a barriga da miséria. Fernando preteriu o convite que já havia feito à Mariza e Adrilles para começar o seu novo ridículo jogo de sedução com a líder do outro grupo. Foi aí que começou a decadência de Fernando junto ao público e foi aí que Amanda encontrou o caminho para sua vingança. Fala a verdade, no fundo eles se completam, não acha?

Fernando, fazendo a linha 'gosto de você, não quis te magoar', aceitou as pesadas investidas de Amanda como se não tivesse se comprometido seriamente com Aline. Sim, porque mesmo a gente levando em consideração que as promessas feitas em reality não passam de palavras ao vento, vamos combinar que pedir em casamento em um dia, e na semana seguinte deixar outra mulher - exatamente aquela que ele dispensou quando viu Aline - o agarrar, apalpar, beijar, montar, acariciar, etc, etc, etc, o dia inteiro sem vergonha nenhuma, pegou muito, muito mal. E como ele sabia que já estava queimado, decidiu ceder. Quem sabe formando novo casal, desta vez com a que ele achava que era escolhida pelo público, ele limpasse um pouco a barra?

E Amanda se fartou. Deu a sorte de, desde que viraram um casal, ganhar três lideranças e Fernando uma, e não saíram mais do quarto do líder. A panda ninfo sem pudor transou com seu 'amor' como se estivesse em casa, e não na casa de milhões de desconhecidos, chegando ao ponto da câmera pay per view do quarto do líder ser cortada por constrangimento da produção em mostrar cenas de um filme pornô ao invés de um reality show.

Só que nem tudo que parece, é. Fernando sentiu várias coisas por Amanda, mas nada nem de longe parecido com o sentimento que despertou nela. E assim Amanda, acreditando estar novamente vivendo seu conto de fadas, se humilhou ainda mais quase implorando por migalhas de um amor que só existia na cabeça dela.

Mas ela tem que ser muito grata à Fernando, no final das contas. Por causa dele protagonizou o programa e chegou até a final, senão teria saído no primeiro paredão, já que desde o início não agradou a maior parte do público. Mas olha que louco, Fernando já não pode dizer o mesmo. Se não houvesse Amanda nessa edição talvez ele fosse hoje o mais novo milionário do pedaço, LOL!

E assim o casal #Amando, que a audiência adorou odiar, acabou levando esses dois sem noção até a segunda e terceira colocação, além de ter sido totalmente relevante na eliminação dos verdadeiros favoritos.

E mais uma vez, coisa que já está virando rotina em BBB, o público ficou com cara de tacho.





Como teria sido o BBB15 para a Amanda se não houvesse o Fernando? E como teria sido para ele se ela não surgisse no seu caminho? Mas principalmente, o que teria sido do BBB15 sem os dois? Para o bem ou para o mal, Amanda e Fernando ditaram o tom do jogo desde o primeiro dia até o último e definiram tanto o sucesso quanto o fracasso dessa edição.

Amanda já entrou na casa com sua história pronta: a da mulher rejeitada. Acabou ganhando de bandeja uma fonte para essa rejeição fazendo com que seu jogo crescesse, pelo menos em um primeiro momento, e garantindo a sua volta no paredão contra a Aline.

Quem a defende têm, de certa forma, a mesma visão romantizada que o Adrilles, acreditando que ela apenas viveu intensamente aquele sentimento pelo Fernando, e não duvido que ela sinta algo realmente, pois os vexames cometidos vão além do que o senso comum consideraria válido pelo jogo, mas grande parte desse exagero foi sim para se promover, para tentar vender ao público uma imagem de Maria do BBB11, o que felizmente não colou já que ia acabar incentivando mais esse tipo de comportamento degradante em futuras edições.

Como bem disse o Cézar ao Luan em certo momento no jogo, a história de adolescente entre Amanda, Fernando e Aline estava tomando todo o foco e tornando o resto dos participantes meros coadjuvantes, o que acabou até incentivando o Luan a indicar Aline. Foi esse tipo de visão que acabou causando um protesto por parte dos demais participantes, quando eles resolveram se posicionar no sentido de que “não vou ser coadjuvante dessa história” e a renegaram para poderem viver suas próprias histórias.

Foi aí que o programa teve sua melhor fase, quando os demais deixaram de lado o conflito de Amanda e Fernando e mostraram eles mesmos como chamar a atenção de uma maneira mais leve e não forçada, como a amizade entre Adrilles e Mariza que foi o ponto alto dessa edição, ou inclusive o Cézar quando fazia uma excelente leitura do jogo e tentava abrir os olhos dos outros.

Por mais que tenha sido uma das protagonistas dessa edição, não há muito o que se falar da Amanda justamente porque ela decidiu resumir sua história à do Fernando. Quando o Bial disse “o seu jogo acaba onde começa o jogo dela” para a Aline, ele não poderia estar mais errado, pois quando acabou o jogo da Aline acabou também o da Amanda, o que ela vinha fazendo até então, de que não ficaria com o Fernando, de que o odiava e de que o havia indicado ao paredão pelo que ela pensava dele e não pelo incentivo da Angélica. Apenas servindo para desconstruir os dois personagens, tanto o dela quanto o dele.

Bastou uma leve aproximação dele para que ela caísse aos seus pés novamente, fazendo de tudo pelo cara e garantindo que ele fosse um dos finalistas independente de quem saísse prejudicado na história. Pena pra ela que os 50 mil que pagou por ele não vão poder ser usufruídos aqui fora, já que se da parte dela algum sentimento era verdadeiro, mesmo que forçadamente exagerado, da parte dele não havia nada.





Amanda de Favorita á Vice-Campeã!

A nossa Apanda teve uma trajetória legal, divertida, animada, de sorte, azar também e verdadeira?! no BBB15. No começo do jogo Amanda já começou se destacando ao mandar um "cala boca" para o Bial ao vivo ao saber que o líder não teria mais imunidade e falar que nunca havida escultado um "eu te amo" de homem nenhum. Já entrou preparada e pelo menos garantida nos paredões - ela contava com a ajuda da famosa torcida do BBB14 as #Clanessas. Ela só precisava continuar bem e manter-se a coitada no jogo.

Acumulou ainda mais fãs e torcedores ao ter se apaixonado por Fernando logo nos primeiros dias e Fernando trocá-la por Aline. Em um estalar de dedos, até ali ela se mantinha com o prêmio cada vez mais perto. Foi para o paredão contra sua rival e voltou se tornando ainda mais forte. Depois que Aline saiu Amanda estava com o BBB na mão, mas claro que ela pensou que com a saída de Aline os caminhos estavam abertos para ela ficar com Fernando. Foi ali que ela começou a perder fãs e torcida, ela estava ficando chata correndo atrás do Fernando e quase implorando pelo seu amor.

Acredito que Amanda foi ela mesma, tinha um perfil de vencedora e conseguiu cativar o público, se entregou ao programa esquecendo um pouco o prêmio, ela lembrava os jeitos de duas vencedoras que se entregaram totalmente Maria(BBB11) e Vanessa(BBB14), a única diferença é que Amanda não cumpriu o que disse sobre Fernando, que jamais ficaria com ele e que votaria nele até o fim. Amanda se entregou a paixão por Fernando ali ela estava chata com aquele jeito grudento, pegajoso e bobo por não ver que Fernando estava apenas usando ela, deveria ter visto que aquele romance não passava de uma ilusão e caido na real mas não fez isso abrindo mão do prêmio.

Amanda soube viver na casa, criar laços afetivos e fazer com que todos da casa gostassem dela e a tivessem como última opção de voto mas esqueceu suas promessas de que nunca ficaria com Fernando e por ficar com ele perdeu o jogo. Ela teve muita sorte no reality por ter enfrentado apenas dois paredões e ter ganho quatro provas do líder, ela se jogou de cabeça no reality e não foi ingênua ou totalmente usada como alguns pensam, ela soube jogar e usar seu charme tambémvpara chegar a final. Enfim Amanda viveu o Big Brother e foi bom ter ela como participante, ainda mais nessa final que foi tão Zzzzzzz, foi polêmica e se destacou não estava nem aí para o que os outros iriam dizer ou pensar sobre ela, obteve até uma porcentagem boa 35% se formos levar em conta que Cézar já havia ganhado á duas semanas atrás, parabéns Amanda pelo 2° lugar acredito eu que até que merecido.





Até agora tenho minhas dúvidas quanto a total falta de noção da Amanda.

Acho que até ela pode realmente ter se sentido atraída pelo Fernando, mas acho que assim como um personagem pobrinho e humilde de Cézar dá Ibope e atrai o público, o papel de rejeitada, mal amada com baixa auto estima também atrai a pena e com ela votos.

Teve a sorte de não ser indicada muitas vezes e quando foi, era óbvio que ganharia do vilão máximo da história.

Se realmente ela foi ela mesma, seria ótimo usar esses 150 mil para um bom tratamento psicológico.

Não merecia ter chegado a final.

Simples assim.